terça-feira, 3 de janeiro de 2012

DIREITA OU ESQUERDA? E DEUS?



"Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. Será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo?"
(1 Coríntios 1:12-13)

Durante os anos venho percebendo o quanto somos influenciado por partidos ou lados, ou seja em quase tudo vemos as seguintes perguntas: você é de direita ou esquerda? Você é contra ou a favor?
Podemos ver isso na política, na religião, nas ideologias, basta ter um ponto de vista ou um lado a defender onde exista uma “oposição”, pronto criamos um ser humano partidarista ou se preferir separatista.
Vou escrever e ficar na área da religião assunto onde também observamos com muito afinco esta divisão (direita/esquerda), vemos isso muito impregnado nas religiões afro brasileiras (exus bons e maus), mas gostaria de comentar sobre o ponto de vista teológico cristão.
De acordo com o chanceler da Universidade Mackenzie - Augustus Nicodemos “A direita teológica não se alinha necessariamente com a direita política – até porque [...], nunca houve de fato uma direita política, o que existe de fato é uma simpatia por parte dos conservadores teológicos para com a agenda republicana americana na luta pelos valores familiares, assim como o esforço pelo aborto, a eutanásia e o homossexualismo, mas não a ponto de identificação completa com o republicanismo...
... é impossível separar a teologia esquerdista da política esquerdista, pois todo adepto da teologia da libertação, por exemplo, é necessariamente esquerdista político, embora nem todo político seja adepto da teologia da libertação.” Norma Braga abrange que existe uma conexão entre a esquerda e o neoliberalismo porque partilham das mesmas características: o relativismo e o materialismo.
Bom isso é só um pouco da discussão e caberia em muitas folhas se fossemos abordar as divisões em todas as áreas, provocaríamos a muitos e gerando muita polêmica. Nossas discussões a cerca de nossos pontos de vista sempre nos dividirão (como a predestinação e o livre arbítrio/fundamentalistas e liberais/ conservadores e avivados), e nunca nos unirão. Será que Deus com toda a sua GRANDEZA, está preocupado com nossas ideologias, ponto de vistas e em que lado será que Deus está? Esquerda ou direita? Enquanto nos matamos para defendermos nossos ideais, nossos lados, vamos deixando Deus cada vez mais de lado e não no “centro” acima de tudo! E apesar de nós e de nossas posições políticas e religiosas DEUS é DEUS e pela nossa postura prepotente e arrogante moldamos Deus de acordo com nosso ideal e nossas interpretações, (Acredito no Deus que criou o homem, não no deus que os homens criaram. Autor desconhecido)nos esquecemos se pois criamos um ideologia é porque fomos criados, é porque existe um criador. PORQUE DO MESMO JEITO CONFUNDIMOS NOSSAS MÃOS ENTRE DIREITA E ESQUERDA ESTAMOS CONFUSOS NESTE MUNDO.

"Quem não é comigo, é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha."
(Lucas 11:23)

Autor: Israel A.Rocha

MULHERES E O MUNDO DOS HOMENS



"A mulher graciosa guarda a honra como os violentos guardam as riquezas."
(Provérbios 11:16)

Já fazem algum tempo que as mulheres estão a cada dia mais querendo seu lugar ao sol, ou melhor querer disputar a cada dia o mesmo direito e espaço que os homens tem (que diga-se de passagem não é lá estas coisas).
E esta transição recebeu o nome durante os anos de: liberação da mulher, regime igualitário, feminismo e outros diferentes rótulos para expressar a mesma conotação.
Mas como um caro escritor escreveu: “durante milênios a participação da mulher na sociedade ocidental representou uma alternativa real ao modo masculino de agir e pensar” (Paulo Brabo)
Pois se nós pararmos para analisarmos os milênios atrás o mundo dos homens sempre foi o mundo das obsessões da testosterona: agressividade, competitividade, dos combates, acumulação compulsiva (de territórios, bens, e parceiros sexuais).
O mundo dos homens sempre foi das conquistas e rivalidades, e portanto dos capitalismos. O domínio da mulher por sua vez era do imponderável como: o amor, silêncio, compaixão a generosidade, expressividade, a pausa, o cultivo, sacrifício. As mulheres cultuavam o afeto enquanto o homem cultuou sempre sua performace.
O homem sempre priorizava os objetivos e as mulheres o relacionamento (observamos isto ainda hoje quando fazemos compras), a postura do homem era a de sair para a guerra, enquanto a mulher abraçava a esperança de que o homem percebesse a idiotice do combate.
O mundo do homem era sair para trabalhar e caçar; enquanto a mulher INFINITAMENTE MAIS PODEROZA E INFLUENTE governava da sua cadeira todas as coisas e faziam com que os homens girassem ao seu redor como as baratas tontas.
As mulheres ao reivindicarem os mesmos direitos dos homens ou seja conquistar seu espaço, estão dando aval as besteiras e idiotices que o homens fazem (querendo serem como eles ou ter os mesmos espaços). E como conseqüência disso, o ocidente sofreu um grande impacto na “biodiversidade” cultural, e o capitalismo voltou pra casa com o braço cheio de troféus.
Não associamos mais a mulher com a feminilidade e por causa e efeito a história e a arte vem sofrendo grande revisões, é difícil identificar algo como “feminino” hoje em nossos dias. Agora a performace está com as mulheres e o afeto com os homens? De acordo com Brabo: “na verdade apenas os homens e seu mundo é que são honrados, mas a maioria das mulheres parece aplacar diante desta insultuosa homenagem... O capitalismo [...] celebra nessa capitulação das mulheres à combatividade masculina [...]. Assim que a mulher caiu na tentação do mundo dos resultados, a oferta de mão de obra dobrou instantaneamente, e o mercado encheu-se de possibilidades e promessas que renderam grandes lucros”. É a mulher não tem tempo de governar (casa, filhos e marido), por sua luta pela independência financeira, a industria infantil cresceu muito e é o maior poder de compras do mercado hoje.
Querer o lugar ao sol, na verdade o que realmente está acontecendo e a perda do lugar da sombra e água fresca, seduzidas por esta conversa as mulheres perderam muitos privilégios inclusive o de zombar do modo como vivem os homens (pois querem ser melhores que eles). Não estou aqui defendendo uma posição machista só estou tentando clarear algumas inquietações. Pois ser mulher não é ser do lar, o mundo já é das mulheres mais a cada dia elas vão conquistando o mundinho dos homens reafirmando que eles estão certos, mas fazem as coisas erradas.

Autor: Israel A. Rocha

VIDA CRISTÃ



"mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome."
(1 Pedro 4:16)

A vida cristã não tem nada haver com o que podemos fazer por Deus ou pelo planeta terra... Tem haver com o reconhecimento e a aceitação do que DEUS está fazendo por nós, e pelo que já fez pelo mundo na CRUZ!!!
O Cristianismo é a solução não para o mundo, mas para as pessoas deste mundo, que não querem viver sob o julgo da escravidão! Existe solução!
Ainda existe uma cruz no fim do túnel!

Autor: Israel A. Rocha

IGREJA HOJE EM DIA...



"não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia."
(Hebreus 10:25)

A perguta que não quer calar:
Pastor eu posso ser feliz sem ir na Igreja??
A resposta:
Pode! como também pode ser feliz indo à Igreja!!
Nossa felicidade naum depende da igreja depende de nossas escolhas!
Vivemos a cada dia um "individualismo" terrivel por este motivo muitas pessoas não querem ir a Igreja pois la teremos momentos em comunidade e diversidade (diferenças). Assim como existem pessoas que preferem os animais de extimação pois eles nunca discordarão (pois são passiveis as suas reclamações e indigninações) delas.
A Igreja não é uma pílula mágica que você toma, algo que valida seu bilhete de entrada no céu. Não é um clube social que você entra e freqüenta para ficar do lado de pessoas que falam, pensam, se parecem ou agem como você...
...A Igreja é um lugar para se ouvir Deus, entender nossa vida, adorar e louvar a Deus, um lugar ONDE SOMOS DESAFIADOS A MUDAR!!!
Eu creio Que Cristo Jesus é a esperança deste mundo e que "algumas" igrejas são o sinal de seu glorioso Reino, não porque fazem tudo certo, mas porque é um corpo que tem Cristo como Cabeça!!!!

Autor: ISrael A. Rocha

terça-feira, 24 de maio de 2011

DEUS E A HOMOFOBIA AVERSÃO OU CONVERSÃO?




“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2)

Nunca se discutiu tanto na tv, nos jornais, em debates e até no senado um assunto tão velho como o homossexualismo, o homossexual não é uma pessoa nova que se inseriu em nossa sociedade pós moderna. Agora o termo homofobia este sim é novo e ainda importado, que significa repulsa a homossexualidade e ao homossexual.
Infelizmente parece que não sabemos lidar muito bem com este assunto, surgem leis como a “união estável de pessoas do mesmo sexo” e como seres humanos que somos e cristãos nos fazemos indiferentes ao assunto até que ele nos incomode em nossa família ou igreja, você já parou para pensar sobre isso?
Mas o mundo não esta como Deus queria que estivesse afinal (livre-arbítrio), as leis do homem não são as leis de Deus, nem todo pecado é crime, pois existe uma certa diferença moral: o pecado ofende a Deus enquanto o crime ofende as leis civis.
O apostolo Paulo descreve em sua carta aos Romanos (contextual para nossos dias) que o nosso relacionamento com este mundo deve ser marcada por duas atitudes fundamentais: inconformação e transformação. Pois a Bíblia diz que não somos deste mundo, não devemos ser amigos do mundo, nem amar o mundo. Pois o mundo é um sistema de valores oposto a Deus, que está sob o juízo dEle e não sob o nosso. Por outro lado, há pessoas neste mundo caótico que precisam ser amadas e resgatadas pelo evangelho de Cristo. A igreja é este agente de Deus para a comunicação do evangelho ao mundo, somos a boca de Deus no mundo, por meio de quem Deus fala aos homens. Precisamos resgatar o entusiasmo e a paixão pelas almas e vidas perdidas, precisamos ser uma igreja que volte sua atenção para os que perecem sem esperança independente de sua opção sexual.
Talvez em sua maioria a humanidade não concorde de duas pessoas do mesmo sexo se amarem, ou viverem juntos e podemos até tentar discutir que o homossexualismo é um problema (disfunção) moral, psicológico, familiar, falta de educação ou demoníaco andaremos em círculos, pois o que está em jogo hoje em nossa volta não é a opção sexual mas o ser humano, por mais que acreditemos que valores e princípios nunca morrem nem envelhecem, devemos entender e amar a pessoa, pois toda pessoa precisa de Deus e pessoas precisam de pessoas, devemos deixar de lado nosso egoísmo, nosso ódio, nossa indiferença e entender que este assunto já foi vencido em uma cruz, independente de leis civis e parlamentos. Os homossexuais não são uma ameaça são um sinal de que a Igreja e a sociedade precisam despertar e ser sinal de contradição e transformação em um MUNDO que vai de mal a pior, construindo o Reino de Deus e desfrutando dos sinais deste Reino inaugurado e ainda não consumado.
Quebremos paradigmas andemos por fé para que através do amor de Deus todos/as possam ser alcançados/as, os remidos/as edificados/as e o nosso Deus glorificado, que possamos nos inconformar com a aversão em todos os sentidos (social, racial e sexual) e lutar para transformar a nação e em especial a igreja, pois como disse uma vez um grande sábio: “Deus poderia destruir a maldade destruindo os maus, mas preferiu o perdão em vez da aniquilação e para isso nos oferece o ônus a conversão”.

“Nisto conheceram todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns pelos outros.” (Jo 13.35)
Autor: Pr. Israel A. Rocha
Ig. Metodista em Taipas

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SOBRE A MORTE E O MORRER...


“Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” (Fp. 1.21)

Dizem as escrituras sagradas: "Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer". A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A "reverência pela vida" exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir. Cheguei a sugerir uma nova especialidade médica, simétrica à obstetrícia: a "morienterapia", o cuidado com os que estão morrendo. A missão da morienterapia seria cuidar da vida que se prepara para partir. Cuidar para que ela seja mansa, sem dores e cercada de amigos, longe de UTIs. Já encontrei a padroeira para essa nova especialidade: a "Pietà" de Michelangelo, com o Cristo morto nos seus braços. Nos braços daquela mãe o morrer deixa de causar medo.
(R. Alves)

Existe um grande medo que assombra todos os que estão vivos, e esse medo é causado apenas por uma pequena palavra a morte. “Pois para morrer basta estar vivo”. Esta palavra tira o sono de muitas pessoas, pois a morte infelizmente não é apenas uma palavra ela é um estado. Mas afinal o que é a morte? Será que é uma caveira com um manto preto e uma foice? Nosso bom Aurélio nos ajuda:

Morte: s.f. Fig. Dor violenta: sofrer a morte na alma. / Ausência de vida, imobilidade. / Ruína, extinção. / Causa de ruína. // no leito de morte, estar a ponto de morrer. // Estar entre a vida e a morte, estar sob grande ameaça de morrer. // Morte aparente, estado de extrema redução das funções vitais que dá a aparência exterior de morte. (A medicina legal permite que o médico lance mão de recursos para distinguir entre a morte aparente e a morte real.) // Morte eterna, privação da eterna bem-aventurança.
Para ser declarado o estado de morte o individuo passa pelo estagio do morrer:
Morrer: v.i. Cessar de viver, perder todo o movimento vital, falecer. / Fig. Experimentar uma forte sensação (moral ou física) intensamente desagradável; sofrer muito: ele parece morrer de tristeza. / Cessar, extinguir-se (falando das coisas morais). / Desmerecer, perder o brilho; tornar-se menos vivo (falando de cores). / Aniquilar-se, deixar de ser ou de ter existência.
Ou seja, a morte e o morrer são coisas distintas o morrer e um processo para que se chegue ao estado final que é a morte, existem vários estágios do morrer para que se chegue ao seu ponto final. Mas a Bíblia na carta a Filipos o apostolo Paulo declara que o Morrer é lucro, mas morrer pra que, ou talvez porque?
Nada mais justo em nossas vidas do que a morte! Mas Paulo não esta declarando morte a todos mais o morrer a todos, morrer pro mundo (ganância e cobiça), morrer pro pecado (desejos e vontades), e morrer pra si mesmo (egoísmo e egocentrismo). Muitos pastores dizem que existem 3 tipos de morte: espiritual, física e eterna, seja qual forem elas você teve ter cruzado com uma delas, se não cruzou prepare-se!
Confesso que, na minha experiência de ser humano, nunca me encontrei com a vida sob a forma de batidas de coração ou ondas cerebrais. A vida humana não se define biologicamente. Permanecemos humanos enquanto existe em nós a esperança da beleza e da alegria. Morta a possibilidade de sentir alegria ou gozar a beleza, o corpo se transforma numa casca de cigarra vazia.
A pior coisa nesta vida é a perda ou o luto, mas Jesus Cristo sabia disso e inúmeras vezes preparou os discípulos e nós estamos preparando as pessoas que amamos? Paulo quando escreveu a carta a Filipos estava já velho e cansado porém ainda enquanto ouve-se fôlego de vida anunciaria o evangelho a quem estivesse a sua volta. A problemática disso tudo não é pelo o que vai nos levar a morte mais sim pelo que vale a pena viver e neste caso é CRISTO. Ao olharmos a nossa vida será que estamos preparados emocionalmente, fisicamente, psicologicamente para o lucro que nos leva para uma plenitude, como está o nosso legado para o Reino de agora e o de porvir? Pois vemos agora em nossa frente sinais de morte, mas logo em breve veremos a eterna vida.
...O amor é forte como a morte... (cantares 8.6) nos resta amarmos até a morte para que o viver possa ser lembrado como digno.

Autor: Israel A. ROcha

FÉ E CRENÇA...


“Que ninguém se engane, toda via sua própria alma. “Deve-se notar cuidadosamente que a fé que não traz arrependimento, amor e todas as boas obras, não é aquela fé certa e viva, mas uma fé morta e diabólica. Porque mesmo os demônios crêem que Cristo nasceu de uma virgem, que operou várias espécies de milagre, declarando-se verdadeiro Deus; que ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus e esta sentado a mão direita do Pai, vindo no fim do mundo para julgar os vivos e os mortos. Estes artigos da nossa fé os demônios os recebem e crêem em tudo quanto está escrito no Velho e Novo Testamento. E com, toda essa fé eles não deixaram de ser demônios. “Permanecem em sua condição de perdidos, faltando-lhes justamente a verdadeira fé cristã.” (John Wesley em seu sermão de número 2 - “Os quase cristãos” em 1741).

Fé s.f. 1 no catolicismo, a primeira das três virtudes teologais 2 confiança absoluta (em alguém ou em algo); crédito (um homem digno de fé) 3 asseveração, afirmação, comprovação de algum fato [...] afirmar como verdade; tetificar, dar por fé; digno de crédito 2 prestar testemunho autêntico. [...] acreditar em (alguém ou algo).
Meu justo viverá pela fé; mas se voltar atras não me alegrará. Nós não perecemos por voltar atrás, mas salvaremos a vida pela fé. Fé é a consistência do que se espera, e a prova do que não se vê (cf. Hebreus 11)
crer v. {mod. 1} t.i. 1 (prep. em) tomar por verdadeiro; acreditar 2 (prep. em) ter confiança 3 presumir(-se), imaginar(-se), julguar(-se).
crença s.f. 1 fato de acreditar-se numa coisa ou uma pessoa 2 a coisa ou a pessoa em que se acredita 3 religião 4 convicção profunda.
Inicialmente muitos descrevem a fé como simples dado ou argumento teológico mas para o psicólogo clínico e professor Josias Pereira a fé também é um fenômeno:
Independentemente de qualquer conceito teológico, psicológico ou filosófico, as pessoas crêem e manifestam a fé das mais varias formas. Muitas influenciadas pelo meio, especialmente seu próprio meio ambiente, a demonstram de forma estereotipada, e o fazem em função do aprendizado e das imposições dos grupos aos quais pertencem. Isso tende a levar os menos informados a admitir que existe uniformidade na fé de certos grupos, religiosos ou não.
Entretanto, observações mais cuidadosas, onde os aspectos individuais e pessoais são considerados, mostram-nos outra realidade: a fé é um fenômeno estritamente individual; é a fé exclusiva daquela determinada pessoa. Cada pessoa crê segundo a sua fé.
É, portanto, um fenômeno psicológico. Cada pessoa é o que é, e crê segundo sua maneira de ser. O que é, certamente, confirmado pelo notório saber científico de que não há no universo se quer duas pessoas idênticas, e que tal diferença é real e efetiva em todos os aspectos da existência humana. Por tanto a visão holística e existencialista indica que ninguém pensa, ou age da mesma forma. Todos os seres humanos são iguais enquanto seres essenciais, mais muito diferentes entre si, enquanto indivíduos. Como a fé é a manifestação do sentimento daquele que crê, ela é a manifestação do sentimento daquela pessoa exatamente como ela é: é sua fé.
Do mesmo verbo, crer, originam-se dois substantivos que representam ações totalmente opostas: crença e fé. Porém quando quero usar uma forma verbal para expressar a minha fé tenho de usar crer, a não ser que escolha uma formula ainda pior ter fé.
A crença provê respostas a nossas perguntas, a fé nunca o faz. Quando cremos é para encontrar segurança, solução, uma resposta para os nossos questionamentos. As pessoas crêem para desenvolverem para si mesmas um sistema de crenças. A fé (a fé bíblica) é completamente diferente. O propósito da revelação é fazer com que ouçamos as perguntas, e não nos suprirmos com explicações. Sendo, portanto, a fé um fenômeno psicológico e pertencendo à categoria de valores sentimentais, para sua efetivação, carece de reflexões racionais. Sem fé o homem se torna irracional e sem razão ele não pode ter fé. Pois fé sem razão não passa de crendice.
A disitinção mais útil que encontrei nesta caminhada foi a que estabeleceu Jacques Ellul entre fé e crença: crença é aquilo que professamos acreditar; é conteúdo doutrinário peculiar a nossa facção religiosa, expresso com palavras muito bem escolhidas em nossas declarações de fé. Não há por outro lado, um conjunto de palavras suficiente para definir adequadamente a fé. Nossas crenças são pacíveis de exposição, mas nossa fé é questão pessoal – seu conteúdo é o mistério tremendo, a tensão superficial entre o eu e o universo, entre o eu e o desconhecido, entre o eu e o futuro, entre o eu e a morte, entre o eu e o outro e entre eu e Deus, pois a própria “crença pode ser um obstáculo a fé, por que só satisfazem nossa necessidade de religião” a nossa fé deve ir alem do acreditar, e focar-se no transcender. A fé nos deixa a sós com um Deus insondável, ela nos convida a um grau de liberdade que posso não querer experimentar, a fé que tirar-nos da zona de conforto da crença e levar-nos para as regiões mais profundas do nosso ser, aonde os outros não querem ir, a fé pressupõe a dúvida, a crença exclui a dúvida. A crença explica sensatamente aquilo em que posso acreditar e a fé exige que eu prove.

Autor: ISrael A. Rocha

domingo, 27 de junho de 2010

Minha angústia tem sede de Deus!



“Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?
Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele meu auxilio e Deus meu?” (Sl 42.11).


Quantos de nós já acordamos, sem saber o que está acontecendo? Um aperto no peito, sensação de vazio, uma sensação do nada e de sequidão. Pode ter certeza que isso é a angústia.
Mas o que é a angústia? É uma espécie de ansiedade, inquietude, carência, falta de algo, uma espécie de “sofrimento”. Pois quando ficamos tristes é por alguma coisa, quando estamos alegres é por algum motivo, a ciência diz que angústia é um sintoma psíquico, um sentimento sem objeto, isto é sem um motivo definido. Angústia é como um abismo que chama outro abismo; vem acompanhada com outras coisas como: a solidão, desmotivação, tristeza, sentimento de culpa, agressividade e até a idéia de desistir da vida. Essa não é uma realidade distante de nós.
O salmista provavelmente um dos filhos de Corá escreve este canto de lamento no período de exílio babilônico, o Salmo 42 é uma espécie de desabafo que brota do coração de uma pessoa que vive um momento de profunda angústia e ao mesmo tempo desamparo. Estamos diante de alguém que além de estar passando por uma terrível angústia a ponto de não se alimentar, exceto de suas lágrimas e se senti abandonado por Deus a ponto de ainda ouvir deboche de outras pessoas “A onde está o teu Deus?” (v.3)
Muitas vezes nós nos perguntamos nos períodos de nossas dificuldades onde está Deus? Ou ouvimos em meio a nossas dores cadê o teu Deus?
É interessante que a angústia não é só um sentimento exclusivo pra mim e pra você, no Antigo Testamento temos diversos exemplos de pessoas que passaram por terríveis angustias uma delas é Jó – Perdeu tudo o que tinha e estava angustiado (cf. Jó 5.19), Jeremias – se lamenta por Jerusalém em lamentações (cf. Jr 1.20), e dois exemplos muito plausíveis do Novo Testamento, é melhor escrevê-los em ordem cronológica o primeiro deles é Jesus – em dois momentos demonstra extrema angústia: em (cf. Lc. 22.44) e (cf. Jo. 11.35). O segundo exemplo é o do apostolo sofredor em cadeias, e de muitas angústias, Paulo –“Porque, no meio de muitos sofrimentos e angustias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficais entristecidos, mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida.” (2Co. 2.4)
Assim como o salmista não estamos sozinhos com a angústia e ela acontece dentro de nós em nossa alma. No texto (Sl 42) encontramos 6x a palavra alma: (do hebr. – nefesh) garganta, órgão que experimenta a sede e sede da respiração/ vida, é também símbolo do espírito.
Porque Deus colocou em nós um dispositivo de segurança em nossa alma “a sede”. A medicina declara que um ser humano não vive mais de três dias sem água, ele pode morrer. Pois nosso corpo em sua totalidade é composto por água. Este Salmo nos revela qual é a sede de nossa alma.
Primeiro é a sede por Deus (v.1-2) - nossa angústia, e nosso vazio é a falta de Deus! Só é completo em Deus. Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida (Ap. 22.17).
Em segundo é a sede pela Comunhão (v.4-5) – A pior coisa é a solidão vivemos em uma sociedade que valoriza estar sozinha, não firma compromisso nem estabelece relacionamentos nem com Deus nem com o próximo. A casa de Deus deve ser este lugar de alegria e comunhão. No terceiro lugar a sede pela misericórdia de Deus (v.8-9) Pois é a misericórdia a causa de não sermos consumidos (Lm. 3.22), pois ela se renova a cada manhã.
A nossa angústia também tem sede por esperar em Deus (v.10-11) Esperar em Deus é muito mais do que sonhar, Esperei com paciência no Senhor e Ele ouviu meu clamor (Sl 40.1). Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração perseverantes. (Rm 12.12).
Todos temos condições de enfrentar nossas angústias, Jesus nós disse que teríamos aflições, e ensinou-nos termos bom animo. Paulo declara que toda tribulação e leve e momentânea, em nossa angustia é que Deus que ser Senhor, nossa angustia clama por mais de Deus, nossa angústia tem sede de Deus! Que em nossa fraqueza e debilidade Deus possa nos fortalecer.

“Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; e quando me verei perante a tua face?” (Sl 42.2)

Autor: ISrael A. Rocha

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Espiritualidade, ou espiritismo?



Não apagueis o Espírito (1Ts 5.19)

Muitos hoje confundem espiritualidade com espiritismo, mas são duas coisas totalmente distintas. Por vezes vivemos mais um espiritismo do que mantemos uma espiritualidade verdadeira e autêntica.
A Espiritualidade não deve ser vivida ou vivenciada sozinha, isolando-se com qualquer espírito ou entidade, a espiritualidade é embutida em uma mística que tenha um sentido antropológico existêncial, que não exclui a racionalidade e que se traduz em uma relação comigo mesmo, com meu próximo e com o Divino.
Existe uma exacerbação do imaginário nas instituições religiosas com a máxima que declara-se ser uma pessoa espiritual aquela que tem um diálogo com o espírito/Espírito e que em muitas seitas chamam isto de mediunidade (transliterar o que um espírito diz). Será que espiritualidade é realmente isso? ou estamos vendo e vivendo em nossas comunidades um espiritismo que garanta a alienação das massas? Talvez você que está lendo este texto esteja achando que estou misturando tudo, mas não é bem assim.
Espiritualidade não é manipulação do Espírito Santo e nem de nenhum espírito, espiritualidade é transcendência, pois nenhum ser humano cabe em si mesmo, e é inata está vontade de transcender-se, de transgredir os limites subjetivos e objetivos que nos cercam. O Espírito Santo de Deus é uma pessoa livre não pode ser manipulado por nenhum líder religioso, mas está ao nosso lado para nos ajudar (do gr.parakletos), daí a idéia de intimidade. Espiritualidade é transcendência e intimidade! Intimidade não se da apenas nos diálogos, mais em vivencia e convivência. E está vivencia é na vida através de nossos atos de piedade (oração, jejum, fé e devocionais...) e a convivência se dá através dos atos de misericórdia (boas obras, ações práticas em prol de nosso próximo).
O pastor e teólogo Eugene H. Peterson declara: ‘que a nossa espiritualidade contemporânea carece de foco, precisão e raizes’, foco em Cristo, precisão nas Escrituras e enraizamento na tradição, Eugene tem toda a razão vivemos hoje um espiritismo sem foco, sem precisão e não buscamos uma tradição, contudo se faz necessário vivemos uma verdadeira espiritualidade para que não sejamos confundidos.
E onde devemos viver nossa espiritualidade? Em todos os lugares principalmente longe de todas as instituições religiosas, em nossa casa, em nosso trabalho, enfim nos lugares mais inusitados. Pois o imperativo da espiritualidade é o amor, e a espiritualidade está embutida com a mística e tem tudo a ver com experiências e não com doutrinas. Todos estão enfadados de ouvir discursos religiosos feitos por pessoas das igrejas e das religiões, procuram falar sobre Deus a partir das doutrinas; e mística é a experiência e não mera repetição, pois uma coisa é pensar sobre Deus, outra é sentir Deus. O teólogo Leonardo Boff declara: “Espiritualidade é a transformação que está mística produz nas pessoas, na forma de olhar a vida, no jeito de encarar os problemas e de encontrar soluções. Pois uma pessoa espiritualizada é aquela que sempre esta atenta e se pergunta: o que Deus está dizendo com isso? Que lição ele quer me transmitir? Que chance de crescimento está me proporcionando?”.
Ou seja todo sinal de espiritualidade deve servir de crescimento pra mim e pra você, é aonde eu o vivo como fenômeno paradoxal de experiência indelével e subversivo, porque o nós só existe se ouver o eu e o tu como uma utopia que retrata uma sociedade fraternal e sororal, justa e participativa. A espiritualidade deve ser através da mística um fenômeno de maneira holística, integral, respondendo á toda profundidade de indagação humana, A espiritualidade deve ser encarnada e não reencarnada, assim não apagaremos o Espírito do Senhor pelo contrário, deixaremos que ele interceda por nós. Assim eliminaremos toda banalização do evangelho, não reconheceremos os pseudolideres, e não admitiremos as pseudoespiritualidades.

Autor: ISrael Alcantara da Rocha

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Deus Existe?



“Pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio.” (At. 17.23)

Esta é uma pergunta interessante. Pergunta teológica, ou uma provocação filosófica?
Talvez uma pergunta pra ateu ou agnóstico nenhum botar defeito. De acordo com o teólogo alemão Emil Brunner sua resposta a esta questão é a seguinte:
“não! Deus não existe. O que existe são as montanhas, as árvores, as pedras. Deus não é uma coisa entre outras coisas. Deus não existe Deus É!” Ou o que diz Meillassoux: sobre a divina inexistência.

O desconhecido suplanta o conhecido. Aquilo que não conseguimos enxergar explica o que conseguimos enxergar. E esse mistério desconhecido e invisível é intencional e pessoal: Deus. Intencional: pois há uma coerência, finalidade junto as experiências de vida. Pessoal: por que existe uma conexão que é maior do que aquilo que eu sou. Deus é mais do que eu não menos, em tudo principalmente nos elementos invisíveis dos quais tomamos consciência: amar, pensar, crer, confiar e etc.
Pois é decepcionante admitir que não somos o centro do universo. Saber que precisamos sair do nosso estado infantil (não cronológico, mas intelectual ascético), entender que nossas necessidades, nosso apetite, nosso bem-estar, nosso conforto, aquilo que nos torna deuses e deusas, adorados, cultuados e servidos, se destrói quando admitimos que existe um Deus; portanto é melhor dizer que Ele não existe.O Ser infinito é maior do que eu que sou finito, Deus é: infinitamente mais do que tudo que pedimos ou pensamos, Deus não é só um substantivo Ele é! Também é verbo, porque Ele disse (ou Diz).
Não importa de qual ângulo observamos o mundo, se pelas variáveis cientificas ou religiosas, no âmbito da fé ou da razão. Existe um ponto de confluência a partir das experiências fundamentais descrevendo que há uma força, poder ou energia inefável que tudo sustenta, e muitos chamam de: Ser superior, ou poder Absoluto que sutenta todo universo, que eu prefiro chamar de Deus. E esse Deus desconhecido por muitos, negado por outros, quer relacionar-se conosco, pois essa é a sua essência relacional e coexistente. Pois o invisível só pode falar através e por meio do perceptível.
Assim como o apostolo Paulo declarou é deste Deus que eu quero anunciar e me relacionar, pois ele é tudo em todos. Jesus Cristo o Deus Encarnado disse a Tomé: “Felizes o que não viram mais creram.”

Autor: Israel A. ROcha

terça-feira, 30 de março de 2010

Igreja ir ou não?




“Não deixemos de congregar-nos, como é de costume de alguns; antes façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima. Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados;” (Hb 10.25-26)

“No inicio, a igreja era um grupo de homens [e mulheres] centrados no Cristo vivo.
Então a igreja chegou a Grécia e tornou-se uma filosofia.
Depois chegou a Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura.
E finalmente chegou à América e tornou-se um negócio”. (Richard Halverson)

Ir a igreja ou não? Eis a questão. Muitos de nós cristãos/ãs fomos ensinados desde a infancia ir a igreja com os nossos pais outros já não podem declarar o mesmo, para definirmos igreja é necessário um leve conhecimento sobre o que é igreja.
Para nós Cristãos/as, o conceito igreja, surje no AT através do povo hebreu e inicia-se com a comunhão e ajuntamentos, as tendas, até enfim chegar aos templos e sinagogas, o termo que aparece com mais frequencia é “Qaal” que de uma maneira simples traduzimos por ajuntamento/assembléia, lugar para se adorar a Deus e servir o próximo.
Não diferente Jesus Cristo sendo judeu, nascido em Nazaré, desde pequeno ia ao templo (Lc 2.46) e respeitava e conhecia a Lei. Porém quando iniciou seu ministério, deixou claro que não concordava com a instituição e a estrutura funcional do templo. Por não concordar com a instituição do templo e seu seguimento, proclamava o Reino de Deus nas casas, nos montes, nos pátios e nas planices, sem perder o costume de se reunir e proclamar anunciar (kerigma, koinonia, diaikonia).
Os apostolos e discipulos/as (seguidores de um modo geral) após a morte de seu Rabino, sofrem perseguições e fazem seus cultos em casas, cemitérios, catacumbas e lugares escondidos. Paulo conhecedor e participante do movimento de Jesus começa a dissiminar outros focos de cristianismo em comunidades para não judeus como Pedro fazia, mas para gentios e alguns proselitos. Outras cidades e provincias começam a conhecer o cristianimo não somente o Deus dos judeus, mas o judeu que foi Deus.
O termo utilizado no NT é (do grego εκκλησία [ekka lesia] e latim ecclesia) é uma instituição religiosa cristã separada do Estado. Cabia a igreja administrar o dinheiro do dízimo, construir templos, ordenar sacerdotes e muitas vezes mantê-los e repassar para seus crentes sua interpretação da Bíblia. Igreja também pode signifcar um templo cristão.
Hoje, existem igrejas que estão unidas com o estado, no contexto bíblico, o termo igreja pode designar reunião de pessoas, sem estar necessariamente associado a uma edificação ou a uma doutrina específica. Mas etimologicamente a palavra grega ekklesia é composta de dois radicais gregos: ek que significa para fora e klesia que significa chamados, no texto bíblico, no "Novo Testamento", a palavra Igreja aparece por diversas vezes, sendo utilizada como referência a um agrupamento de cristãos e não a edificações ou templos, nem mesmo a toda comunidade cristã em alguns momentos.
E ainda assim falar hoje sobre igreja é algo que muitas vezes causa de conceitos e preconceitos, quando falamos de igreja pensamos:
Lugar onde só tem gente louca, fanática e careta,
Lugar onde só se pede dinheiro e explora as pessoas,
Lugar que enriquece o pastor/a,
Lugar que se faz lavagem celebral,
Lugar arcaico e sem significado,
Lugar onde as pessoas julgam e condenam umas as outras,
Lugar cheio de regras e leis sem sentido,
Lugar de repressão.
Estas e outras disculpas são dadas para não estar na igreja e realmente a muitas igrejas que tem em sua visão estes preceitos, mas a igreja deve ser arauto e ter as ações de Cristo, pois ele mesmo condenou todo tipo de religiosisidade e não a religião, todo tipo de tradicionalismo e não a tradição, o movimento de Jesus foi uma religião mas não era abusivo. Existem igrejas, ainda sim poucas que não se preocupam com sua infra-estrutura e sim com as pessoas e com valores que não envelhecem. "O mundo é minha paroquia" já dizia Wesley, a igreja nunca foi e nunca será as quatro paredes, a Igreja somos nós o corpo de Cristo, o local onde nos reunimos é um anjutamento onde compartihamos nossos anseios, dúvidas, crenças, fé, respeito mutúo, onde nos unimos crendo que mesmo tão diferentes que somos, Deus nos uniu para sermos "Um" como Ele quer ser e é em nós. A igreja (Corpo de Cristo) é composta por pessoas, e pessoas são falhas, nunca existirá uma igreja perfeita, toda forma de perfeição existe só em Deus, mas podemos buscar sermos a cada dia melhores do já fomos e como estamos.
Igrejas que não são empresas nem negócios, mas verdadeiras pontes de amor e serviço que são os maiores sinais que Cristo nos ensinou. Quando vejo muitas estruturas chamadas de igreja fico apático, pois está totalmente fora da vontade de Deus, mas me alegro em saber que ainda existem igrejas comprometidas com o verdadeiro evangelho, lugares que realmente nos dão vontade de congregar, onde o Espírito de Deus realmente nos convida para momentos de transformação, liberdade e de sentido pleno. A igreja deve ser um sinal de transformação do individuo e da sociedade.

“Ora, o Senhor é o Espírito; e, onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2Co 3.17)

Autor: ISrael Alcantara da Rocha

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Voltando-se para os Pecadores



“E elogiou o Senhor o administrador infiel, porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz”. (Lc 16.8)

E com pezar que leio este versículo da comunidade de Lucas e escrevo estas palavras. Pois desde o meu nascimento freqüento a igreja de Cristo juntamente com minha família, sou pastor por vocação e metodista por convicção.
Quando olho e reparo que anos se passaram e a cada dia me surpreendo como a igreja de Cristo precisa ser relevante, precisa passa por uma transformação, e porque não dizer uma conversão de caminho (metanóia). Pois ao analisamos esta pequena pericope que narra à parábola do administrador, dois sentimentos tomam-me por completo: felicidade e tristeza; fico feliz porque o que Cristo disse está muito a frente de sua época, ou seja não envelheceu, não ficou nem ficará ultrapassado, a sua misericórdia se renova a cada dia, e triste porque Jesus tem razão: “os filhos do mundo são mais hábeis... do que os filhos da luz”. Em outras palavras são mais espertos e sábios, literalmente melhores.
O texto apresenta neste versículo a raiz grega “fronímos ou fronimostenói” que quer dizer: “sabiamente/astúcia/prudência/sagaz/inteligente. O que Cristo declara é que precisamos aprender ser tabernáculos (lugar de culto/adoração) vivos.
Em minha adolescência na igreja encontrei amigos/as muito bem-intencionados/as, muitos deles/as assustadoramente queridos e carentes, mas muitas vezes oprimidos; cantávamos, chorávamos e nos abraçávamos dentro do mesmo teto piedoso, mas muitas vezes ali não estava o espírito de Jesus. Lembro-me que Deus teve misericórdia de mim, alguns anos da minha vida, neste período conheci pecadores diferentes de nós; que não se entregavam como nós da igreja a pecados mesquinhos como a hipocrisia, mentira e o orgulho, eles abriam mão desse amadorismo, tratavam a coisa em si, ou seja a sem-vergonhice mais vital, sensorial e carnal o que muitos chamam de “sexo, drogas e rock’roll”.
Compartilhei o mesmo recinto que pecadores de verdade, gente indecorosa, sensual, e altoindigente: drogados, homossexuais, bêbados, libertinos, prostitutas; poetas: safados, depravados, corruptos e lascivos. Habituei-me ao perfume da maconha, visitei os mais variados mócos, vi carreiras de cocaína se armarem e desaparecerem. Já vi altos e baixos, presenciei tudo e mais um pouco nessa vida. Fora uma cervejinha e outros... me mantive sóbrio e castro durante este período da minha vida (as orações de minha mãe me ajudaram muito).
O livro de Atos (provavelmente escrito por Lucas) e as cartas falam de “cristão que tinham tudo em comum” e eram de um só coração, Jesus falava de amar os inimigos, dar a outra face, emprestar sem esperar de volta, oferecer um banquete a quem não tem como retribuir. Paulo o apóstolo descreve um mundo sem preconceito de raça, sexo ou classe social. João discípulo amado descreve com clareza que “Deus é amor” e que esse amor lança fora todo o medo ou traço de temor.
Este mundo que a Bíblia descreve, poucos cristãos chegam a experimentar, escolhemos definir as coisas não por estas qualidades citadas acima, mas pelo que muitos chamam de frutos do Espírito, destacando sempre o que é negativo e paralisante contra os outros e nós mesmos: a culpa, a mesquinhez a repressão, a neurose, a negação e o niilismo. O mundo em que todos se aceitam e se amam embora faça parte da nossa pregação nominal, nos é aterrorizante por natureza “ a gloriosa liberdade dos filhos de Deus” não nos interessa, porque vivemos em um mundo de superficialidade.
Enquanto estava no mundo percebi que as pessoas são livres da superficialidade das igrejas e da irrelevância burguesa das faculdades, um mundo que se define na prática e não através do discurso ou da demagogia, pela aceitação e pelo amor. Você pode estar se perguntando no mundo isso, duvido? Veja alguns exemplos.
Gente que vive tudo em comum, onde esta Mamom (dinheiro) sua vitoria?
Gente que ignora rótulos de classe, sexo e conta bancária para se tratar como gente no sentido mais fundamental da coisa.
Gente que se recusava ser manipulada pelo desejo e pelo temor, e o fazia entregando-se a um e mandando as favas o outro.
A comunhão que experimentam, descobri que não tem limites, sua generosidade, não espera recompensa que não no instante, não tem paralelo. Os pecadores abrem suas portas uns dos outros a qualquer momento do dia o da noite; repartem sua droga, seu dinheiro sua casa seu pão sem nenhum tramite ou transação sejam com um irmão importuno, seja com quem acaba de tropeçar. Emprestam terrivelmente, sem esperar receber de volta.
Carregam quem precisa ser carregado, descolam um trampo (trabalho) pra quem precisa, tiram a camisa para quem vomitou na roupa, emprestam a chave do carro para quem não tem onde fumar, providenciam o apartamento de alguém na praia para o que foi expulso de casa, repartem sem chiar ou cobrem o tanque de gasolina. Trabalham tanto para os outros como para si, acolhem com graça incondicional; são compassivos até para com os que não toleram, muitos são longânimos com todos que acham ser melhor rejeitar. Convivem sem traumas com a consciência e é apavorante para nós que não querem ser melhores que ninguém. Entre os pecadores não transita apenas a legitimidade de quem se recusa a ter o que esconder: rola um amor que lança fora todo medo.
Gente sensualista, mas raras vezes desonesta, autoindulgente, mas sempre generosa. Pecadora mas não proselitista. Matam-se, mas o que fazem pelos outros é só resgatar. Morrem, mas abraçados. Não é difícil entender porque Jesus curtia tanto a companhia dos pecadores e não escondia seu orgulho em associar-se a eles. Pois neles o espírito de Jesus sobrevive.
Não estou contra a igreja nem a instituição, simplesmente estou avaliando o que Jesus quis dizer em relação aos filhos do mundo e comparar com as nossas atitudes como cristãos/as. Estamos muitas vezes preocupados com qual cargo vamos ficar? Qual grupo de louvor toca nesse domingo? Qual é a linha teológica do pastor/a? Se o fulano tem unção ou não? Tanto orgulho, tanta hipocrisia, tanta mentira, tanta competição e sem perceber esquecemos o essencial. Os ímpios, filhos do mundo, os das trevas estão nos ensinando o que é a unidade, o que é a comunhão, o doar-se, o dar-se o ser verdadeiro administrador do Reino de Deus.
Me perdoe em dizer, mas com lágrimas em meu coração, a igreja reformada precisa-se reformar se atualizar, sair dos protocolos e rótulos pra ir para a fé, sair da mesmice e ir para a novidade, somos realmente um exército que está matando seus próprios soldados para que as pedras possam clamar.
Jesus se sentava com os pecadores, nós estamos fugindo deles, Jesus ensinava e aprendia com eles, nós nos preocupamos com a ornamentação da igreja. Cristo veio buscar aqueles que estão perdidos e nós continuamos lançando pérolas a quem não precisa. Jesus Cristo tabernaculou com os pecadores, por isso declarou que mesmo sem saber estes praticam o amor mútuo. Nós temos a salvação, temos a teoria, mas não exercemos a prática e o Senhor irá sempre elogiar o infiel. Devemos assim como Cristo criar tabernáculos eternos e sermos totalmente desprendidos em graça. “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia”. (Ap 19.10b)
“Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. (1Pe 4.10)

Autor: ISrael A. da Rocha

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Inferno, Perdição ou Salvação?



“Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum.” (Oséias 13.14) RA

Sobre o inferno. É difícil de entender o que é na verdade, pois assim como o céu, não há evidencias concretas e especificas de como é, e onde se encontra. Até o presente momento só existem folclore e especulações religiosas.
Então afinal o que é o inferno? Existe lago de fogo lá? É a residência do diabo?
Tudo o que não compreendemos criticamos, mas cada coisa tem o seu lugar na história e o seu contexto literário. Este texto não é dogmático nem sistemático, não se trata de um dossiê do inferno, mas uma reflexão que pode trazer luzes a alguns de nossos questionamentos.
Nosso dicionário da língua portuguesa descreve que inferno é: o “lugar em que ficam as almas dos pecadores após a morte, um lugar de tormento e suplica”. Mas na concepção bíblica do Antigo Testamento o termo inferno é conhecido como “xeol” que faz referencia ao destino final dos mortos, que significa lugar (subterrâneo) de todos os mortos, é a mesma palavra citada no versículo acima de Oséias. Quando a bíblia hebraica foi traduzida para o grego (cerca de 200 a.C) e para o Novo Testamento este termo tornou-se em “hades” também traduzido por sem visão e por morte (cf. At 2.27-31; Ap 1.18) também conhecido como lugar do julgamento. Também no Novo Testamento aparece o termo “geena” um abismo de fogo onde se castigavam as pessoas depois do juízo final (cf. Mt 25.41).
Na Bíblia em seu contexto hebreu/Judaico o inferno é um lugar de esquecimento e de morte não existe fogo nem inflama as almas e não é a casa do diabo, pois de acordo com o profeta Isaias: Lúcifer não desceu para o inferno e sim na “terra/mundo” (Is 14.12). Já no contexto helênico há uma mistura de ideologias, misturando culturas e mitos ao pensamento judaizante influenciando e gerando a mansão dos mortos, o lugar do julgamento, e do fogo/castigo eterno.
Falar de inferno, primeiramente temos que mencionar morte, pois estão totalmente conectados, temos também que anexar seu o antônimo céu. Pois não há paraíso se não houver inferno, não haverá inferno se não houver paraíso. Ao contrário do que muitos pensam o inferno ou a perdição eterna é a maior causa de que todos querem ir para o céu, o medo do inferno é um dos principais fatos que legitima o céu. Desde de o período medieval a igreja assustava seus fieis com o medo do inferno, para a cobrança de indulgências. Em suma o inferno era e ainda é utilizado mais para a salvação através do medo da perdição, de vidas que não conhecem o verdadeiro evangelho.
“Não há necessidade de fogo, o inferno são os outros” (Jean-Paul Sartre). Esta frase declara o pensamento iluminista que o inferno não é somente um lugar físico, mas também é um estado daquele/a que estão perdidos e separados de Deus para o mal. Concordo que o inferno não é somente um lugar especifico e também um estado, mas não concordo que inferno são os outros pois nossa salvação, vida e relação depende também do outro, pois Deus criou a humanidade para a coexistência uma relação de unidade em meio a diversidade (suas diferenças). “Inferno não é o outro, é a ausência do outro...” (V. de Moraes) ou seja a solidão o esquecimento eterno e ter tudo e não possuir nada. Creio que o inferno é tudo e todos que não refletem a Deus e estão distantes de sua vontade e presença displicentes de sua graça, portanto a nós cristãos nos cabe salvar as pessoas de sua solidão, morte, pragas e destruição pessoal como esta no versículo de Oséias, para que em arrependimento possamos ver o outro e não a nós mesmos...
“Devemos tirar as pessoas do inferno e o inferno das pessoas...” (A. Ramos) porque o inferno é um devorador faminto e voraz da humanidade nunca satisfeito e sempre pedindo mais. Que assim possamos não almejar o céu, o paraíso e a salvação por medo do inferno, mas sim por que nos encontraremos com quem amamos e com o autor e consumador da nossa fé! Que o inverno não seja um pretexto nem a razão de nossa fé, por que estaremos refém dele.
“O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos dos humanos nunca se satisfazem”. (Provérbios 27.20)

Autor: Pr. Israel A. Rocha

domingo, 20 de dezembro de 2009

A Biblia em "Xeque Mate"

"Um livro pode mudar a vida inteira de uma pessoa" (Malcom X)
"Sou um homem de um Livro [Bíblia Sagrada] só..." (John Wesley)



“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 2.16-17)

Peguei recentemente uma revista super-interessante já antiga com o titulo: “Bíblia, palavra de Deus ou escrita por homens?” Tentando denegrir ou desmistificar as Sagradas Escrituras, tentando explicar a fé através da ciência. Tolice, ou melhor sendo mais claro, pessoas desocupadas.
Na verdade percebi que no ano deste fascículo outras revistas trouxeram o mesmo assunto tentar por a Bíblia em “cheque mate”.
Bom vou tentar contra argumentar ou argumentar junto sobre a Biblia, primeiro realmente quero afirmar que a Bíblia foi escrita sim, por pessoas como eu e você e me estranharia se fosse escrita por um cachorro ou uma girafa quem sabe, mas Deus já até usou uma mula pra falar por que não usaria um homem ou mulher para escrever seus conselhos.
Em segundo lugar a Bíblia é um livro de conselhos “divinos”, podemos dizer assim, fonte de “inspiração” de Deus para seus filhos/as, fonte de inspiração do eterno para alguns pobres mortais (Sl 119.105), que tem como intenção conduzir todos os seus leitores que vivem tortuosamente para caminhos de vida e de luz.
Em terceiro a bíblia é um mistério até hoje não é possível analisá-la somente cientificamente pois é uma coetânea de livros que apenas retrata a fragilidade humana, seus autores diversos diante das circunstâncias diversas, demonstraram que a revelação das verdades eternas, podiam se dar dentro de contextos geográficos, sociais e culturais distintos.
As Sagradas Escrituras revelam também a encarnação do divino, assim mostrando que Deus se fez pequeno como nós para nos demonstrar que é possível ser melhor, e com isso deixou de ser apenas uma especulação filosófica ou religiosa, e nisto esta sua singularidade. Diante disto faço algumas perguntas sobre a Bíblia:
Ela é a palavra de Deus?
Ela contém a palavra de Deus?
Ela se torna a palavra de Deus?
Neste mundo sedento por esperança, a Bíblia pode se tornar um manancial de vida, desde que volte a ser o livro de cabeceira que alimente a vida devocional e o alicerce dos princípios que nortearão as decisões do dia-a-dia.

“a Bíblia não diz o que é felicidade, mas que tipo de gente é feliz.” (Ariovaldo Ramos)


“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12)
Autor: Israel Alcantara da ROcha

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Discipulado = aprendizado!


"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido n'Ele: Se vós permanecedes em minhas palavras, sois verdadeiramente meus discipulos" (Jo 8.31) RA


O termo discipulo vem da palavra grega "mathetes" que significa aprediz, o discipulo é o que segue tanto os ensinamentos como o professor. Quando Cristo convidava alguém Ele convidava a segui-lo, e isso implica que seguir é estar onde ele esta, ir aonde Ele quer ir, também implica em ouvir e praticar seus ensinamentos.Hoje em dia vemos muitas pessoas seguindo seus discipuladores e não seguindo a Cristo, e isso me entristesse muito, saber que os deuses estão formando seus panteões e Cristo ainda hoje esta chamando a segui-lo.Para sermos discipulos devemos "ouvir" (a fé vem pelo ouvir) e sempre aprender e estar prontos a aprender, ou melhor prontos não, inacabados pois e existem etapas para nos tornamos discipulos:
1- Devemos crer n'Ele
2- Permanecer em seus ensinamentos
3- sois verdade-ira-mente/ ser verdade, irar-se contra o pecado e renovação da mente [meus discipulos].
Discipulado é aprendizado é sinonimo de crescimento não númerico e sim qualitativo e pessoal, que por sua vez resulta em milagres pessoais, devemos sempre aprender o que é discipulado pois é a chave do Reino de Deus, como Jonh Wesley declara como se é dada ação do discipulo:
"Da-me dez homens, que nada odeiem senão o pecado, que nada temam se a Deus e que nada busquem senão almas perdidas e eu transforamei o mundo em chamas" (Jonh Wesley)



Autor: Israel Alcantara da ROcha

O mal e a maldade...



"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12.21)

“Se Deus é bom e Todo-poderoso por que não acaba com o mal? Ou é bom, mas não é todo-poderoso mas não é bom.” (Frase atribuída a Epicuro – Filósofo grego)

"O Mal, como proposto nessa frase, não existe. O mal como ente só existiria se um ser absoluto o assumisse como seu caráter.
O mal que existe é a maldade, que é um desejo, uma decisão,
um comportamento.
Coisa de criatura, não de criador.
Para Deus acabar com o mal tem de acabar com os maldosos.
Para acabar com os maldosos ele pode optar pela aniquilação
ou pela conversão.
Se optar pela conversão tem de oferecer o perdão.
Para oferecer o perdão tem de assumir o ônus cobrado pela justiça". (Ariovaldo Ramos)


Sabemos que fomos criados, todos nós fomos criados para louvor da glória de Deus, mas durante este processo de transformação e de justificação pela fé através de Cristo somos tentados e inclinados para todo o tipo de ação malidicente que nos atrai através de nossa cobiça e ego-ismo ou ego-centrismo e porque não dizer nossa ganância exacerbada.

Nenhum tipo de maldade vem de Deus, nenhum mal vem de Deus, pois Deus nosso pai das luzes é amor, não compactua com nenhuma tendencia ou inclinação para o mal, não existe forma ou essência do mau em Deus nem em sua dinvidade.

Agora como seres humanos que somos fracos e tolos podemos optar por qual das atitudes (Bem x Mal) devemos tomar a cada dia e a cada momento, dentro de nós esta a chave da vida e esta em nossas mãos a chave do poder da decisão, pois como já ouvimos: "mal é a ausência do BEM, como o frio é a ausência do calor e a mentira é ausência da verdade". Isso comprova que não somos absolutos nem completos mas Deus em sua plenitude escolhe dar-nos escolhas o que podemos chamar de livre-arbitrío contra o mal, o melhor contra a maldade que esta em cada um de nós e que podemos provocar. Como podemos observar não tem nada a ver com o "ying e yang", pois no Divino e Supremo não possui maldade e sim todo sinal de vida e de amor, nem o mal possui sinal de bondade mas em nós seres inferiores que estamos em um processo de evolução (Quenosis) e de transcendência a maldade esta a nossa volta e por que não dizer sendo causada em nós e através de nós.
A fé cristã, porém realmente segue outra lógica. Deus soberanamente decide valorizar as pessoas como seus cooperadores/as com Ele na construção da história. O mal, portanto, é inerente à liberdade que Deus soberanamente decidiu conceder aos humanos, existe simultaneo ao bem.
No espaço dessa contigência, o bem e o mal não são apenas possiveis, como podem ser potencializados e anulados pelo arbitrio dos filhos/as de Deus.
"Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus". (3Jo 1.11) ARA
"Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a". (1Pe 3.9) ARCF


Autor: Israel Alcantara da ROcha


terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Injustiça dos Humanos e a Justiça de Deus!



"Descobri que todo trabalho e toda realização surgem da competição que existem entre as pessoas. Mais isso também é absurdo, é correr atrás do vento. O tolo cruza os braços e destrói a própria vida. Melhor é ter um punhado com tranqüilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento”. (Ecl 4. 4-6)

A injustiça sempre foi algo problemático pra mim, nunca consegui entender direito este negócio, não consigo conceber porque Deus sendo Justo permite tanta injustiça em nosso meio? Aceitar isso é difícil e ainda é.
Sempre procurei compreender qual é a justiça dos homens e qual é a justiça de Deus, será que são as mesmas coisas? Bom, não tenho todas as respostas e nem almejo telas, porém encontrei algumas respostas ou pensamentos que aquietaram meu coração e quero compartilhá-las com você que também possui duvidas acerca destas questões:
1º A injustiça se manifesta através do desfrute do trabalho alheio: o alguém que construiu um império, guardou todos seus recursos, efetuou todas as suas realizações, foi um empreendedor e partiu desta para uma melhor ou pior quem sabe? E outra pessoa que nunca mexeu um dedo para construir isso, se for uma pessoa sem juízo, o patrimônio adquirido vai virar pó. Isso é vaidade!
2º A injustiça se manifesta quando os agentes da justiça tornam-se injustos: é a inversão de papeis e porque não dizer atitudes. Por trás dos poucos traficantes que aterrorizam o morro, estão os homens fardados, e por trás deles, o chefe de policia, o secretário de justiça, e o governador. O maior desespero é que os próprios agentes da suposta justiça se incumbem de pervertê-la, onde o justo é corrompido e vendido ao injusto.
3º A injustiça se manifesta quando a hierarquia perpetua a injustiça: isso acontece quando o “de cima sobe e o debaixo desce”, por exemplo: o abuso de poder , quando uma pessoa é oprimida pelo seu superior e oprime as outras. Não tem coragem de dizer não para o chefe, então esmaga quem esta embaixo e diz que apenas estava seguindo ordens.
4º A injustiça se manifesta quando os virtuosos são derrotados pela maldade: um velho ditado anarquista declara: “nenhum homem conquista o poder, o poder conquista o homem”. Quando a maldade vence a virtude, a injustiça está presente. E convivemos com a realidade de dizer: “era honesto, começou bem, mas foi corrompido no meu dos maus; era sábio e se tornou tolo”.
5º A injustiça se manifesta quando os bons morrem mais cedo: não é necessário muitas palavras para descrever isso, parece incrível, mas não temos a impressão que os ímpios vivem mais que os justos? E isto não é injusto?
6º A injustiça se manifesta através da escassez de justos: vivemos em um mundo onde a injustiça esta generalizada; é regra em vez exceção. A justiça deveria ser a regra e a injustiça, exceção. Todas estas alternativas são apenas uma síntese de muitos outros exemplos, o livro de Eclesiastes não é um livro que simplesmente afirma a realidade como ela é, mas que em suas afirmações contém o antídoto contra o veneno que nos mata. Ele nos convida a vencer a injustiça, e vencê-la dentro de um mundo justo.
O versículo acima é uma proposta radical para nossos dias: competir menos, conquistar menos, e viver mais. Pode parecer um convite a preguiça mais não é. Afinal o tolo destrói a sua própria vida, ou seja, sua preguiça é um lento suicídio. Tolo é aquele que não se esforça, não trabalha e só consome. Quem se contenta com o que tem é mais sábio do aquele que vive se consumindo de inveja e desejando o que não tem.
Não só o preguiçoso mais também aquele que exagera na medida do esforço para ganhar dinheiro também é tolo, para o Eclesiastes o tolo é igual a correr atrás do vento. Obter dois punhados com esforço exagerado se é possível viver com tranqüilidade tendo apenas um punhado ou seja você quer sempre ter mais que o outro. A competição dá mais trabalho que o próprio trabalho. Este versículo apresenta que não adianta possuir e não poder usufruir e que isto é uma estupidez se consumir para ter mais, e não ter tempo e ânimo sequer para desfrutar o que se tem. A forte tendência nesse mundo injusto, nessa sociedade competitiva, é entrarmos na roda do mercado, talvez você possa se satisfazer com menos.
O Eclesiastes também nos ensina algumas ferramentas contra a injustiça:
1º Adotar a cooperação em detrimento do isolamento: é melhor estar acompanhado do que sozinho “melhor serem dois” (4:9) não só a parceria conjugal mas amizade, pois vivemos em um mundo cada vez mais individualista e solitário, hoje pessoas são trocadas pelo virtual e por animais de estimação, é melhor serem dois pois na luta contra o mau, será maior a chance de ter êxito. Melhor é a cooperação do que o isolamento.
Realização em detrimento a reputação: o que é melhor deixar para as gerações vindouras? Creio que uma auto-imagem consolidada, instrução e talento lapidado, a capacidade de se virar na vida e de produzir riquezas, talvez seja melhor deixar de mim mesmo do que deixar patrimônio, porem todos nos sabemos o lugar do patrimônio, pois o verdadeiro rico é aquele que consegue produzir riqueza, agora depende de você o que se interpreta por riqueza (4:13-16).
Diversão em detrimento da acumulação: considerando que você vive em um mundo injusto, construa se der para construir. Fique rico se for possível, mas não deixe de se divertir, não caia em armadilha de correr atrás de dois punhados. Contente-se com um só e viva! Não deixe de se realizar como pessoa, só para ter mais que seu vizinho ou cunhado... e por ultimo...
Satisfação em detrimento da competição: não entre em competição mercantilista, ou se preferir a ciranda competitiva do mercado e não tente ganhar sozinho. Reparta, compartilhe, invista no seu potencial de gerar riquezas, jamais descanse nos louros que você conseguiu gerar um dia. Produza sempre, morra trabalhando. Não sei você mais eu quero mesmo morrer trabalhando, produzindo, dando de mim e abençoando pessoas.
Talvez você que leu estes conselhos que o Eclesiastes nos deu, ache ainda que a vida não tenha nada a ver com isso, mas talvez possa concordar que a injustiça que há no mundo não veio de Deus e sim de nós os seres humanos, Deus continua sendo justo e um Deus de amor que nos ama.
Você deve estar se perguntando em que a justiça de Deus se difere da dos homens a resposta esta em Mateus 20:1-16:
Justiça de Deus = Trata todos iguais, mesmo sendo diferentes uns dos outros

Justiça do homem = Trata diferente cada um, conforme suas peculiaridades, isso é uma injustiça. Realmente está justiça é cega!


Vaidade das vaidades... tudo é vaidade. (Ecl. 12.12)

Autor: ISrael Alcantara da Rocha (baseado no livro mais mal-humorado da Biblia de Ed R. Kivitz)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Por que dEle por Ele para Ele são todas as Coisas




“Assim, quer vocês, comam, bebam ou façam qualquer coisa, façam tudo para a glória de Deus” NVI (ICo 10.31)

Vivemos em um mundo cercados por coisas, pessoas e eventos, com os quais estamos sendo envolvidos ou deixamos nos envolver. Conforme Mia Couto este envolvimento com as pessoas, coisas e eventos pode definir nossa identidade.
Quem nunca ouviu a frase “ninguém é feliz sozinho”, a vida é centrada em si mesma é o próprio inferno aqui na terra, por exemplo “eu fiz, eu consegui, eu conquistei, tudo pra mim tudo eu!”.
O apostolo ao escrever esta 1º carta aos Coríntios, conseguiu entender que uma vida que glorifica a Deus é uma vida de partilha e de doação que envolve pessoas, coisas e ventos, pois tudo provem de Deus. De que adianta ter carro de ultima geração, uma casa com um belo desing, você terá coisas, mas não adianta ter se não tem com quem compartilhar.
Creio que assim é o céu algo que vem de dentro pra fora, sai de mim e vai pro mundo, de mim para o outro, e especialmente de mim para Deus e quando vamos a Deus Ele nos manda de volta para o outro, o próximo e para o mundo. Pois qual seria o sentido de um bolo não fatiado, e não partido, todas as coisas que ficam retidas para uma satisfação egoísta apodrecem.
Precisamos entender que nós somos a roupa que vestimos, o cônjuge que amamos, o trabalho que realizamos, a casa onde moramos, ou a casa em que nós mora, pois isso é a vida: são os que somos, somos os que são; abra mão disto e terá desistido da vida, se as coisas ficarem fora de você será excluído.
Paulo nos ensina façamos todas as coisas como se fizéssemos para Deus, então tudo ganhará sentido pois “nEle somos, nos movemos e existimos” (At 17.28). E porque dEle por Ele e para Ele são todas as coisas (Rm 11.36).
Conscientes disto entregamos tudo a Deus e Ele entregará tudo a nós, o prazer de Deus é nosso prazer, dizemos a Deus: “tudo o que tenho é teu!” e Ele responde: “tudo o que tenho é teu!”. As coisas não são um fim, em sí mesmas, o sentido da vida não esta no depois, mas no enquanto, precisamos valorizar cada momento da vida com Cristo e em Cristo, e viver isto como dádiva do alto, pois é melhor do que viver a vida como conquista, pra você o que é melhor “dá-nos o pão de cada dia” ou “com o suor do meu rosto coloquei o pão em minha mesa?”
Não estou insentando você do trabalho de suas mãos, nem o suor do teu rosto, mas fazer com que você reconheça que através do teu trabalho você desfruta Deus, através das coisas você desfruta Deus, e que nos relacionando com pessoas estamos nos relacionando com Deus, enfim relacionando-nos com projetos, bens e outras tantas coisas “Deus está conosco”! Pois a melhor maneira de homenagear uma cachoeira é tomando banho nela. Desfrute as coisas boas da vida vendo Deus nelas e Ele está nelas pois Ele as criou, pois o sentido da vida esta na própria vida.


O que suas mãos fazerem façam com toda a sua força (Ecl.9.10)
Autor: ISrael Alcantara da Rocha

sábado, 5 de setembro de 2009

Um por todos, e todos por um!


Vocês, orem assim: Pai “nosso”, que estas nos céus!...(Mt 6, 9a) NVI

Não é muito difícil de entender que é um trecho da oração ou reza mais utilizada por cristão em todo o tipo de religião, seja ele evangélico, católico, dentre outros. Contudo não quero falar de todo o contexto da oração, que em si nos revela muitas coisas e tem sido objeto de estudo de diversos teólogos, psicólogos e filósofos. Ao ler a história “os três mosqueteiros”, entendia que cada um deles deveria se dar pelo outro em favor do outro, na luta de seus ideais e suas vassalagens.
Entender esta oração é entender a vontade de Deus, que sejamos um, para que seu Reino se estabeleça na terra como é no céu e muitas vezes invertemos os valores. Uma das comunidades de Paulo entendeu isso e declaravam que eram parte do corpo de Cristo, e hoje nós também assim o dizemos, mas não temos a mínima idéia do que seja ser “um” ou um corpo. “Deus colocou o seu nome em nós e quando caímos, ou pecamos levamos este nome conosco”, não nos damos conta o que é realmente nossa caminhada da fé, e por muitas vezes criamos atalhos e levamos uma vida desregrada e solitária, e porque não dizer um evangelho careira solo (individualista) ao ler um livro (jardim da cooperação) recentemente entendi alguns princípios de unidade; pode entender que Deus quer um ser humano coletivo.
Deus exige de nós cooperação uns com os outros, de modo que somos responsáveis uns pelos outros (mutualidade cristã: eu sou responsável por você e você e por mim).
Possuímos ministérios diferentes, temos uma vida totalmente peculiar, somos todos uma cooperativa, não importa quem está administrando, pois esta administrando para todos; não importa que esta carregando esta carregando para todos; não importa que esta abrindo o caminho esta abrindo para todos, ninguém está sozinho Deus é o Pai nosso. Mesmo estando em um quarto sozinho para a nossa oração agente entra com os irmãos/ãs.
“A fé cristã é absolutamente gregária, absolutamente comunitária. Não nos entendemos mais como indivíduos isolados. Todo pão é pão nosso; todo perdão é perdão nosso; toda vitória e vitória nossa; todo produto é produto nosso, toda benção é benção nossa e todo resultado é resultado para nós. Porque sabemos que a verdadeira identidade de cada um esta no relacionamento.” (Ariovaldo Ramos)
Precisamos entender que dependemos uns dos outros, só existimos se coexistimos, pois é o outro que diz quem nós somos, nossa identidade esta no outro, nossa identidade também está em Cristo, pois Ele nos rogou ao Pai que possamos ser um, assim como Ele é com o Pai (Jo 17.21). O mundo só irá acreditar nas “boas novas”quando nós entendermos o mistério e o poder da unidade e do relacionamento, devemos aprender e reaprender a viver, reconstruímos nossa identidade com o lema de “um por todos e todos por um!”. Pois este é o lema e o principio da Igreja de Cristo.
Autor: Israel Alcantara da ROcha

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sobre Anjos e Demônios.


“Crês tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem”. (Tiago 2.19)

Interessante o filme “anjos e demônios” baseado no livro de Dan Brown o mesmo escritor do best seller “Código Da’Vinci”, observando sempre que o filme é do diretor e o livro é do escritor, não li nenhum dos dois livros do autor, porém tive a oportunidade de assistir o filme, onde o tema me chamou muito a atenção despertando em mim uma curiosidade espiritual acerca da idéia deste filme.
Anjos e demônios é um filme fantástico eu recomendo! E este assunto sempre me cativou a ponto de estudar sobre angeologia e demonologia e a Bíblia está repleta destes coadjuvantes tanto quanto no Novo Testamento (anjos com mais freqüência) como Antigo Testamento (demônios com mais freqüência). A Bíblia explica que tanto no ministério angelical, como no diabólico existe uma hierarquia que é a seguinte: serafins – para adoração e culto, querubins – guardam o sagrado, arcanjos – lutam pelos propósitos divinos. Todos são Espíritos ministradores que fazem progredir o ministério de Jesus e de sua igreja. Os demônios também são anjos porém caídos enganados e instrumentos da rebelião de satanás: principados e potestades – príncipe do estado, espíritos maus.
Ao entender a etimologia da palavra anjo “mal’ak” no hebraico traduzido por mensageiro humano ou divino, interpretado no grego por “angelos”, sua raiz é muito próxima de “nabi” profeta. O mensageiro e aquele que traz uma mensagem o qualquer tipo de mensagem, os anjos caídos são portadores das mensagens maléficas e diabólicas. Demônios são o oposto de anjos, como homens bons são o oposto de homens maus.
Este texto não é uma sinopse do filme “anjos e demônios” o filme passa uma idéia inovadora que me fez refletir muito, o filme não mostra nenhum anjo ou demônio além das estatuas do vaticano, não demonstra possessões demoníacas como a do exorcista. Mas mostra atitudes angelicais e atitudes demoníacas das pessoas.
Muitas vezes esperamos do céu atitudes: milagrosas, de adoração, lutar por propósitos divinos, culto, guardar o sagrado, sobrenaturais e angelicais mas essas atitudes devem partir de nós e não de seres celestiais mandados por Deus. Isso não quer dizer que não acredite em anjos, mas não devemos depender deles para fazer a vontade de nosso Deus.
Anjos maus (demônios) como maus homens são muito práticos. Seus motivos são dois conforme C.S Lewis nos ensina: “o medo do castigo e uma espécie de canibalismo espiritual”. Este canibalismo é uma espécie de fome onde os demônios desejam as almas humanas e as almas uns dos outros (legião). O que o filme demonstra é o que hoje me preocupa, diabos enquanto arquétipos e não enquanto entidades, pois quando a disputa entre espíritos fortes e fracos o Espírito de Cristo é insuperável, não temo a espíritos imundos e sim temo o meu próprio espírito, pois sei que se não vigiar como qualquer criatura do universo posso me demonizar (exercitar minha vontade contra o amor de Deus, “que é verdadeira mensagem divina”).
Assim como no filme posso me tornar um canibal espiritual desejando viver apenas na dimensão do meu ego tentando sorver tudo a minha volta para chamar de “eu” e “meu”. Creio que existem demônios, mas antes de sermos influenciados por eles, somos influenciados pelos nossos desejos e egoísmo e pela influencia do mundo (capitalismo, consumismo exacerbado), e sempre damos crédito ao diabo por tudo.
Deus não criou o diabo, e sim lúcifer, e lúcifer por sua vez criou o diabo ele não tem a mesma essência nem o mesmo poder de Deus, o diabo não é o oposto de Deus. Não existe perfeita maldade, pois todo tipo de perfeição vem de Deus. O que me deixa preocupado tantos cristão acreditam e crêem em Deus, porem não tem o temor (sentimento de respeito e reverência) nem tremem (variar rapidamente de intensidade, cintilar e tremeluzir) diante Dele. Que possamos entender que podemos ter dois tipos de atitudes: demoníacas e angelicais, qual você que ter? A qual você determinar irá guiar o teu destino.
Autor: Israel Alcantara da ROcha