domingo, 20 de dezembro de 2009

A Biblia em "Xeque Mate"

"Um livro pode mudar a vida inteira de uma pessoa" (Malcom X)
"Sou um homem de um Livro [Bíblia Sagrada] só..." (John Wesley)



“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 2.16-17)

Peguei recentemente uma revista super-interessante já antiga com o titulo: “Bíblia, palavra de Deus ou escrita por homens?” Tentando denegrir ou desmistificar as Sagradas Escrituras, tentando explicar a fé através da ciência. Tolice, ou melhor sendo mais claro, pessoas desocupadas.
Na verdade percebi que no ano deste fascículo outras revistas trouxeram o mesmo assunto tentar por a Bíblia em “cheque mate”.
Bom vou tentar contra argumentar ou argumentar junto sobre a Biblia, primeiro realmente quero afirmar que a Bíblia foi escrita sim, por pessoas como eu e você e me estranharia se fosse escrita por um cachorro ou uma girafa quem sabe, mas Deus já até usou uma mula pra falar por que não usaria um homem ou mulher para escrever seus conselhos.
Em segundo lugar a Bíblia é um livro de conselhos “divinos”, podemos dizer assim, fonte de “inspiração” de Deus para seus filhos/as, fonte de inspiração do eterno para alguns pobres mortais (Sl 119.105), que tem como intenção conduzir todos os seus leitores que vivem tortuosamente para caminhos de vida e de luz.
Em terceiro a bíblia é um mistério até hoje não é possível analisá-la somente cientificamente pois é uma coetânea de livros que apenas retrata a fragilidade humana, seus autores diversos diante das circunstâncias diversas, demonstraram que a revelação das verdades eternas, podiam se dar dentro de contextos geográficos, sociais e culturais distintos.
As Sagradas Escrituras revelam também a encarnação do divino, assim mostrando que Deus se fez pequeno como nós para nos demonstrar que é possível ser melhor, e com isso deixou de ser apenas uma especulação filosófica ou religiosa, e nisto esta sua singularidade. Diante disto faço algumas perguntas sobre a Bíblia:
Ela é a palavra de Deus?
Ela contém a palavra de Deus?
Ela se torna a palavra de Deus?
Neste mundo sedento por esperança, a Bíblia pode se tornar um manancial de vida, desde que volte a ser o livro de cabeceira que alimente a vida devocional e o alicerce dos princípios que nortearão as decisões do dia-a-dia.

“a Bíblia não diz o que é felicidade, mas que tipo de gente é feliz.” (Ariovaldo Ramos)


“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz e mais cortante que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12)
Autor: Israel Alcantara da ROcha

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Discipulado = aprendizado!


"Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido n'Ele: Se vós permanecedes em minhas palavras, sois verdadeiramente meus discipulos" (Jo 8.31) RA


O termo discipulo vem da palavra grega "mathetes" que significa aprediz, o discipulo é o que segue tanto os ensinamentos como o professor. Quando Cristo convidava alguém Ele convidava a segui-lo, e isso implica que seguir é estar onde ele esta, ir aonde Ele quer ir, também implica em ouvir e praticar seus ensinamentos.Hoje em dia vemos muitas pessoas seguindo seus discipuladores e não seguindo a Cristo, e isso me entristesse muito, saber que os deuses estão formando seus panteões e Cristo ainda hoje esta chamando a segui-lo.Para sermos discipulos devemos "ouvir" (a fé vem pelo ouvir) e sempre aprender e estar prontos a aprender, ou melhor prontos não, inacabados pois e existem etapas para nos tornamos discipulos:
1- Devemos crer n'Ele
2- Permanecer em seus ensinamentos
3- sois verdade-ira-mente/ ser verdade, irar-se contra o pecado e renovação da mente [meus discipulos].
Discipulado é aprendizado é sinonimo de crescimento não númerico e sim qualitativo e pessoal, que por sua vez resulta em milagres pessoais, devemos sempre aprender o que é discipulado pois é a chave do Reino de Deus, como Jonh Wesley declara como se é dada ação do discipulo:
"Da-me dez homens, que nada odeiem senão o pecado, que nada temam se a Deus e que nada busquem senão almas perdidas e eu transforamei o mundo em chamas" (Jonh Wesley)



Autor: Israel Alcantara da ROcha

O mal e a maldade...



"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem" (Rm 12.21)

“Se Deus é bom e Todo-poderoso por que não acaba com o mal? Ou é bom, mas não é todo-poderoso mas não é bom.” (Frase atribuída a Epicuro – Filósofo grego)

"O Mal, como proposto nessa frase, não existe. O mal como ente só existiria se um ser absoluto o assumisse como seu caráter.
O mal que existe é a maldade, que é um desejo, uma decisão,
um comportamento.
Coisa de criatura, não de criador.
Para Deus acabar com o mal tem de acabar com os maldosos.
Para acabar com os maldosos ele pode optar pela aniquilação
ou pela conversão.
Se optar pela conversão tem de oferecer o perdão.
Para oferecer o perdão tem de assumir o ônus cobrado pela justiça". (Ariovaldo Ramos)


Sabemos que fomos criados, todos nós fomos criados para louvor da glória de Deus, mas durante este processo de transformação e de justificação pela fé através de Cristo somos tentados e inclinados para todo o tipo de ação malidicente que nos atrai através de nossa cobiça e ego-ismo ou ego-centrismo e porque não dizer nossa ganância exacerbada.

Nenhum tipo de maldade vem de Deus, nenhum mal vem de Deus, pois Deus nosso pai das luzes é amor, não compactua com nenhuma tendencia ou inclinação para o mal, não existe forma ou essência do mau em Deus nem em sua dinvidade.

Agora como seres humanos que somos fracos e tolos podemos optar por qual das atitudes (Bem x Mal) devemos tomar a cada dia e a cada momento, dentro de nós esta a chave da vida e esta em nossas mãos a chave do poder da decisão, pois como já ouvimos: "mal é a ausência do BEM, como o frio é a ausência do calor e a mentira é ausência da verdade". Isso comprova que não somos absolutos nem completos mas Deus em sua plenitude escolhe dar-nos escolhas o que podemos chamar de livre-arbitrío contra o mal, o melhor contra a maldade que esta em cada um de nós e que podemos provocar. Como podemos observar não tem nada a ver com o "ying e yang", pois no Divino e Supremo não possui maldade e sim todo sinal de vida e de amor, nem o mal possui sinal de bondade mas em nós seres inferiores que estamos em um processo de evolução (Quenosis) e de transcendência a maldade esta a nossa volta e por que não dizer sendo causada em nós e através de nós.
A fé cristã, porém realmente segue outra lógica. Deus soberanamente decide valorizar as pessoas como seus cooperadores/as com Ele na construção da história. O mal, portanto, é inerente à liberdade que Deus soberanamente decidiu conceder aos humanos, existe simultaneo ao bem.
No espaço dessa contigência, o bem e o mal não são apenas possiveis, como podem ser potencializados e anulados pelo arbitrio dos filhos/as de Deus.
"Amado, não imites o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus". (3Jo 1.11) ARA
"Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a". (1Pe 3.9) ARCF


Autor: Israel Alcantara da ROcha


terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Injustiça dos Humanos e a Justiça de Deus!



"Descobri que todo trabalho e toda realização surgem da competição que existem entre as pessoas. Mais isso também é absurdo, é correr atrás do vento. O tolo cruza os braços e destrói a própria vida. Melhor é ter um punhado com tranqüilidade do que dois punhados à custa de muito esforço e de correr atrás do vento”. (Ecl 4. 4-6)

A injustiça sempre foi algo problemático pra mim, nunca consegui entender direito este negócio, não consigo conceber porque Deus sendo Justo permite tanta injustiça em nosso meio? Aceitar isso é difícil e ainda é.
Sempre procurei compreender qual é a justiça dos homens e qual é a justiça de Deus, será que são as mesmas coisas? Bom, não tenho todas as respostas e nem almejo telas, porém encontrei algumas respostas ou pensamentos que aquietaram meu coração e quero compartilhá-las com você que também possui duvidas acerca destas questões:
1º A injustiça se manifesta através do desfrute do trabalho alheio: o alguém que construiu um império, guardou todos seus recursos, efetuou todas as suas realizações, foi um empreendedor e partiu desta para uma melhor ou pior quem sabe? E outra pessoa que nunca mexeu um dedo para construir isso, se for uma pessoa sem juízo, o patrimônio adquirido vai virar pó. Isso é vaidade!
2º A injustiça se manifesta quando os agentes da justiça tornam-se injustos: é a inversão de papeis e porque não dizer atitudes. Por trás dos poucos traficantes que aterrorizam o morro, estão os homens fardados, e por trás deles, o chefe de policia, o secretário de justiça, e o governador. O maior desespero é que os próprios agentes da suposta justiça se incumbem de pervertê-la, onde o justo é corrompido e vendido ao injusto.
3º A injustiça se manifesta quando a hierarquia perpetua a injustiça: isso acontece quando o “de cima sobe e o debaixo desce”, por exemplo: o abuso de poder , quando uma pessoa é oprimida pelo seu superior e oprime as outras. Não tem coragem de dizer não para o chefe, então esmaga quem esta embaixo e diz que apenas estava seguindo ordens.
4º A injustiça se manifesta quando os virtuosos são derrotados pela maldade: um velho ditado anarquista declara: “nenhum homem conquista o poder, o poder conquista o homem”. Quando a maldade vence a virtude, a injustiça está presente. E convivemos com a realidade de dizer: “era honesto, começou bem, mas foi corrompido no meu dos maus; era sábio e se tornou tolo”.
5º A injustiça se manifesta quando os bons morrem mais cedo: não é necessário muitas palavras para descrever isso, parece incrível, mas não temos a impressão que os ímpios vivem mais que os justos? E isto não é injusto?
6º A injustiça se manifesta através da escassez de justos: vivemos em um mundo onde a injustiça esta generalizada; é regra em vez exceção. A justiça deveria ser a regra e a injustiça, exceção. Todas estas alternativas são apenas uma síntese de muitos outros exemplos, o livro de Eclesiastes não é um livro que simplesmente afirma a realidade como ela é, mas que em suas afirmações contém o antídoto contra o veneno que nos mata. Ele nos convida a vencer a injustiça, e vencê-la dentro de um mundo justo.
O versículo acima é uma proposta radical para nossos dias: competir menos, conquistar menos, e viver mais. Pode parecer um convite a preguiça mais não é. Afinal o tolo destrói a sua própria vida, ou seja, sua preguiça é um lento suicídio. Tolo é aquele que não se esforça, não trabalha e só consome. Quem se contenta com o que tem é mais sábio do aquele que vive se consumindo de inveja e desejando o que não tem.
Não só o preguiçoso mais também aquele que exagera na medida do esforço para ganhar dinheiro também é tolo, para o Eclesiastes o tolo é igual a correr atrás do vento. Obter dois punhados com esforço exagerado se é possível viver com tranqüilidade tendo apenas um punhado ou seja você quer sempre ter mais que o outro. A competição dá mais trabalho que o próprio trabalho. Este versículo apresenta que não adianta possuir e não poder usufruir e que isto é uma estupidez se consumir para ter mais, e não ter tempo e ânimo sequer para desfrutar o que se tem. A forte tendência nesse mundo injusto, nessa sociedade competitiva, é entrarmos na roda do mercado, talvez você possa se satisfazer com menos.
O Eclesiastes também nos ensina algumas ferramentas contra a injustiça:
1º Adotar a cooperação em detrimento do isolamento: é melhor estar acompanhado do que sozinho “melhor serem dois” (4:9) não só a parceria conjugal mas amizade, pois vivemos em um mundo cada vez mais individualista e solitário, hoje pessoas são trocadas pelo virtual e por animais de estimação, é melhor serem dois pois na luta contra o mau, será maior a chance de ter êxito. Melhor é a cooperação do que o isolamento.
Realização em detrimento a reputação: o que é melhor deixar para as gerações vindouras? Creio que uma auto-imagem consolidada, instrução e talento lapidado, a capacidade de se virar na vida e de produzir riquezas, talvez seja melhor deixar de mim mesmo do que deixar patrimônio, porem todos nos sabemos o lugar do patrimônio, pois o verdadeiro rico é aquele que consegue produzir riqueza, agora depende de você o que se interpreta por riqueza (4:13-16).
Diversão em detrimento da acumulação: considerando que você vive em um mundo injusto, construa se der para construir. Fique rico se for possível, mas não deixe de se divertir, não caia em armadilha de correr atrás de dois punhados. Contente-se com um só e viva! Não deixe de se realizar como pessoa, só para ter mais que seu vizinho ou cunhado... e por ultimo...
Satisfação em detrimento da competição: não entre em competição mercantilista, ou se preferir a ciranda competitiva do mercado e não tente ganhar sozinho. Reparta, compartilhe, invista no seu potencial de gerar riquezas, jamais descanse nos louros que você conseguiu gerar um dia. Produza sempre, morra trabalhando. Não sei você mais eu quero mesmo morrer trabalhando, produzindo, dando de mim e abençoando pessoas.
Talvez você que leu estes conselhos que o Eclesiastes nos deu, ache ainda que a vida não tenha nada a ver com isso, mas talvez possa concordar que a injustiça que há no mundo não veio de Deus e sim de nós os seres humanos, Deus continua sendo justo e um Deus de amor que nos ama.
Você deve estar se perguntando em que a justiça de Deus se difere da dos homens a resposta esta em Mateus 20:1-16:
Justiça de Deus = Trata todos iguais, mesmo sendo diferentes uns dos outros

Justiça do homem = Trata diferente cada um, conforme suas peculiaridades, isso é uma injustiça. Realmente está justiça é cega!


Vaidade das vaidades... tudo é vaidade. (Ecl. 12.12)

Autor: ISrael Alcantara da Rocha (baseado no livro mais mal-humorado da Biblia de Ed R. Kivitz)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

"Por que dEle por Ele para Ele são todas as Coisas




“Assim, quer vocês, comam, bebam ou façam qualquer coisa, façam tudo para a glória de Deus” NVI (ICo 10.31)

Vivemos em um mundo cercados por coisas, pessoas e eventos, com os quais estamos sendo envolvidos ou deixamos nos envolver. Conforme Mia Couto este envolvimento com as pessoas, coisas e eventos pode definir nossa identidade.
Quem nunca ouviu a frase “ninguém é feliz sozinho”, a vida é centrada em si mesma é o próprio inferno aqui na terra, por exemplo “eu fiz, eu consegui, eu conquistei, tudo pra mim tudo eu!”.
O apostolo ao escrever esta 1º carta aos Coríntios, conseguiu entender que uma vida que glorifica a Deus é uma vida de partilha e de doação que envolve pessoas, coisas e ventos, pois tudo provem de Deus. De que adianta ter carro de ultima geração, uma casa com um belo desing, você terá coisas, mas não adianta ter se não tem com quem compartilhar.
Creio que assim é o céu algo que vem de dentro pra fora, sai de mim e vai pro mundo, de mim para o outro, e especialmente de mim para Deus e quando vamos a Deus Ele nos manda de volta para o outro, o próximo e para o mundo. Pois qual seria o sentido de um bolo não fatiado, e não partido, todas as coisas que ficam retidas para uma satisfação egoísta apodrecem.
Precisamos entender que nós somos a roupa que vestimos, o cônjuge que amamos, o trabalho que realizamos, a casa onde moramos, ou a casa em que nós mora, pois isso é a vida: são os que somos, somos os que são; abra mão disto e terá desistido da vida, se as coisas ficarem fora de você será excluído.
Paulo nos ensina façamos todas as coisas como se fizéssemos para Deus, então tudo ganhará sentido pois “nEle somos, nos movemos e existimos” (At 17.28). E porque dEle por Ele e para Ele são todas as coisas (Rm 11.36).
Conscientes disto entregamos tudo a Deus e Ele entregará tudo a nós, o prazer de Deus é nosso prazer, dizemos a Deus: “tudo o que tenho é teu!” e Ele responde: “tudo o que tenho é teu!”. As coisas não são um fim, em sí mesmas, o sentido da vida não esta no depois, mas no enquanto, precisamos valorizar cada momento da vida com Cristo e em Cristo, e viver isto como dádiva do alto, pois é melhor do que viver a vida como conquista, pra você o que é melhor “dá-nos o pão de cada dia” ou “com o suor do meu rosto coloquei o pão em minha mesa?”
Não estou insentando você do trabalho de suas mãos, nem o suor do teu rosto, mas fazer com que você reconheça que através do teu trabalho você desfruta Deus, através das coisas você desfruta Deus, e que nos relacionando com pessoas estamos nos relacionando com Deus, enfim relacionando-nos com projetos, bens e outras tantas coisas “Deus está conosco”! Pois a melhor maneira de homenagear uma cachoeira é tomando banho nela. Desfrute as coisas boas da vida vendo Deus nelas e Ele está nelas pois Ele as criou, pois o sentido da vida esta na própria vida.


O que suas mãos fazerem façam com toda a sua força (Ecl.9.10)
Autor: ISrael Alcantara da Rocha

sábado, 5 de setembro de 2009

Um por todos, e todos por um!


Vocês, orem assim: Pai “nosso”, que estas nos céus!...(Mt 6, 9a) NVI

Não é muito difícil de entender que é um trecho da oração ou reza mais utilizada por cristão em todo o tipo de religião, seja ele evangélico, católico, dentre outros. Contudo não quero falar de todo o contexto da oração, que em si nos revela muitas coisas e tem sido objeto de estudo de diversos teólogos, psicólogos e filósofos. Ao ler a história “os três mosqueteiros”, entendia que cada um deles deveria se dar pelo outro em favor do outro, na luta de seus ideais e suas vassalagens.
Entender esta oração é entender a vontade de Deus, que sejamos um, para que seu Reino se estabeleça na terra como é no céu e muitas vezes invertemos os valores. Uma das comunidades de Paulo entendeu isso e declaravam que eram parte do corpo de Cristo, e hoje nós também assim o dizemos, mas não temos a mínima idéia do que seja ser “um” ou um corpo. “Deus colocou o seu nome em nós e quando caímos, ou pecamos levamos este nome conosco”, não nos damos conta o que é realmente nossa caminhada da fé, e por muitas vezes criamos atalhos e levamos uma vida desregrada e solitária, e porque não dizer um evangelho careira solo (individualista) ao ler um livro (jardim da cooperação) recentemente entendi alguns princípios de unidade; pode entender que Deus quer um ser humano coletivo.
Deus exige de nós cooperação uns com os outros, de modo que somos responsáveis uns pelos outros (mutualidade cristã: eu sou responsável por você e você e por mim).
Possuímos ministérios diferentes, temos uma vida totalmente peculiar, somos todos uma cooperativa, não importa quem está administrando, pois esta administrando para todos; não importa que esta carregando esta carregando para todos; não importa que esta abrindo o caminho esta abrindo para todos, ninguém está sozinho Deus é o Pai nosso. Mesmo estando em um quarto sozinho para a nossa oração agente entra com os irmãos/ãs.
“A fé cristã é absolutamente gregária, absolutamente comunitária. Não nos entendemos mais como indivíduos isolados. Todo pão é pão nosso; todo perdão é perdão nosso; toda vitória e vitória nossa; todo produto é produto nosso, toda benção é benção nossa e todo resultado é resultado para nós. Porque sabemos que a verdadeira identidade de cada um esta no relacionamento.” (Ariovaldo Ramos)
Precisamos entender que dependemos uns dos outros, só existimos se coexistimos, pois é o outro que diz quem nós somos, nossa identidade esta no outro, nossa identidade também está em Cristo, pois Ele nos rogou ao Pai que possamos ser um, assim como Ele é com o Pai (Jo 17.21). O mundo só irá acreditar nas “boas novas”quando nós entendermos o mistério e o poder da unidade e do relacionamento, devemos aprender e reaprender a viver, reconstruímos nossa identidade com o lema de “um por todos e todos por um!”. Pois este é o lema e o principio da Igreja de Cristo.
Autor: Israel Alcantara da ROcha

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sobre Anjos e Demônios.


“Crês tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem”. (Tiago 2.19)

Interessante o filme “anjos e demônios” baseado no livro de Dan Brown o mesmo escritor do best seller “Código Da’Vinci”, observando sempre que o filme é do diretor e o livro é do escritor, não li nenhum dos dois livros do autor, porém tive a oportunidade de assistir o filme, onde o tema me chamou muito a atenção despertando em mim uma curiosidade espiritual acerca da idéia deste filme.
Anjos e demônios é um filme fantástico eu recomendo! E este assunto sempre me cativou a ponto de estudar sobre angeologia e demonologia e a Bíblia está repleta destes coadjuvantes tanto quanto no Novo Testamento (anjos com mais freqüência) como Antigo Testamento (demônios com mais freqüência). A Bíblia explica que tanto no ministério angelical, como no diabólico existe uma hierarquia que é a seguinte: serafins – para adoração e culto, querubins – guardam o sagrado, arcanjos – lutam pelos propósitos divinos. Todos são Espíritos ministradores que fazem progredir o ministério de Jesus e de sua igreja. Os demônios também são anjos porém caídos enganados e instrumentos da rebelião de satanás: principados e potestades – príncipe do estado, espíritos maus.
Ao entender a etimologia da palavra anjo “mal’ak” no hebraico traduzido por mensageiro humano ou divino, interpretado no grego por “angelos”, sua raiz é muito próxima de “nabi” profeta. O mensageiro e aquele que traz uma mensagem o qualquer tipo de mensagem, os anjos caídos são portadores das mensagens maléficas e diabólicas. Demônios são o oposto de anjos, como homens bons são o oposto de homens maus.
Este texto não é uma sinopse do filme “anjos e demônios” o filme passa uma idéia inovadora que me fez refletir muito, o filme não mostra nenhum anjo ou demônio além das estatuas do vaticano, não demonstra possessões demoníacas como a do exorcista. Mas mostra atitudes angelicais e atitudes demoníacas das pessoas.
Muitas vezes esperamos do céu atitudes: milagrosas, de adoração, lutar por propósitos divinos, culto, guardar o sagrado, sobrenaturais e angelicais mas essas atitudes devem partir de nós e não de seres celestiais mandados por Deus. Isso não quer dizer que não acredite em anjos, mas não devemos depender deles para fazer a vontade de nosso Deus.
Anjos maus (demônios) como maus homens são muito práticos. Seus motivos são dois conforme C.S Lewis nos ensina: “o medo do castigo e uma espécie de canibalismo espiritual”. Este canibalismo é uma espécie de fome onde os demônios desejam as almas humanas e as almas uns dos outros (legião). O que o filme demonstra é o que hoje me preocupa, diabos enquanto arquétipos e não enquanto entidades, pois quando a disputa entre espíritos fortes e fracos o Espírito de Cristo é insuperável, não temo a espíritos imundos e sim temo o meu próprio espírito, pois sei que se não vigiar como qualquer criatura do universo posso me demonizar (exercitar minha vontade contra o amor de Deus, “que é verdadeira mensagem divina”).
Assim como no filme posso me tornar um canibal espiritual desejando viver apenas na dimensão do meu ego tentando sorver tudo a minha volta para chamar de “eu” e “meu”. Creio que existem demônios, mas antes de sermos influenciados por eles, somos influenciados pelos nossos desejos e egoísmo e pela influencia do mundo (capitalismo, consumismo exacerbado), e sempre damos crédito ao diabo por tudo.
Deus não criou o diabo, e sim lúcifer, e lúcifer por sua vez criou o diabo ele não tem a mesma essência nem o mesmo poder de Deus, o diabo não é o oposto de Deus. Não existe perfeita maldade, pois todo tipo de perfeição vem de Deus. O que me deixa preocupado tantos cristão acreditam e crêem em Deus, porem não tem o temor (sentimento de respeito e reverência) nem tremem (variar rapidamente de intensidade, cintilar e tremeluzir) diante Dele. Que possamos entender que podemos ter dois tipos de atitudes: demoníacas e angelicais, qual você que ter? A qual você determinar irá guiar o teu destino.
Autor: Israel Alcantara da ROcha