domingo, 28 de junho de 2009

2ª Vinda de Cristo: Verdade ou Desafio?


"Então aparecerá um sinal do Filho do homem, e toda as nações da terra e lamententarão e verão o Filho do homem vindo com grande poder e glória." (Mt 24,30) "Ele vem com as nuvens e todo olho verá..." (Ap 1,7)

Um dia destes convidei um amigo e sua familia para comermos juntos pizza, e logo após comermos sentamos ao redor da sala e começamos a conversar, nisto irrersivelmente surgiu assuntos teológicos. Lembrei-me dos momentos do ensino médio onde sentavamos em roda para brincar de "verdade ou desafio" e em um destes assuntos me chamou a atenção ele disse:
- "não quero que Jesus volte agora! Pois muintas pessoas que conheço não subiriam com Ele.
Também não creio que Jesus vai voltar num cavalo branco, capa de sangue etc. Como está escrito no Apocalipse, pois o Judeus tinham um esteriótipo do Messias e Eles estão esperando até hoje e Ele veio, difente do esperavam e nós como vamos ver..."
Eis ai uma pergunta intrigante que a maioria das pessoas ficam preocupadas principalmente os cristãos, Cristo vai voltar, sim ou não?
Faço minhas as palavras do teológo Karl Barth: "Jesus Cristo veio pela primeira vez na encarnação, e depois pela segunda vez na ressurreição, veio outra vez no pentecostes, uma quarta está presente na igreja que é seu corpo e além dessas, Jesus Cristo vem todas as vezes que um pecador se arrepende e se reconcilia pessoalmente com Ele."
Também acredito que Cristo virá consumar o reino de Deus no fim da história mas essa seria a quinta ou sexta vinda de Jesus. Porém estamos acostumados a ouvir afirmações simplistas do tipo Jesus veio quando nasceu (1ºvinda) se foi após a sua ressurreição e virá em truinfo no fim (2ºvinda). Mas iso é muinto complicado e o que fazer com versiculos como estes?
"Eis que estou convosco até a consumação dos séculos...(Mt 28.20)"
"Eu o Pai vivemos e faremos nele morada..."(Jo 14,23)
"Anunciando em todas as Nações..."(Mt 24,14)
O que fazer com o livro de Atos que registra as coisas que Jesus continuou fazendo após sua ressurreição e ascenção? Pois o que testemunhamos no dia de Pentecostes é nada menos, senhoras e senhores do que a volta de Cristo.
Jesus dissera que a sua vinda seria vista num instante do Oriente ao Ocidente, e aqui estão todos: da Pártia, da Pérsia, de Elã, residentes da Mesopotâmia, na Judeia, na Capadócia, em Ponto, na provincia da Ásia, da Frígia, da Panfilia, do Egito e dos distritos da Líbia ao redor da cidade de Cirene, romanos residentes, tanto judeus de nascimento quanto convertidos ao judaismo, de Creta e da Arábia - sendo tocados por Ele e contemplando seu esplendor.
É por isso que Jesus insistia ser necessario que ele fosse, isto é, não permanecesse neste mundo fazendo no nosso lugar o que não eramos capazes de fazer, e por isso que Ele assegurava que seus discipulos fariam maravilhas maiores do que Ele ja havia feito. Era está a sua promessa, era este o seu plano. Não devemos ficar olhando para o céu (como varões galileus) aguardando a volta de Cristo, porque o Pentecostes em Atos explica-nos sem rodeios que Ele voltou imediatamente. A volta de Cristo em Atos somos nós!
O que fazer com APOCALIPSE capitulo 21,1-4 que em vez de dizer que vamos para o céu diz que o céu vem a nós? Devemos joga-los fora? Creio que não , e não devemos nos ater a literalismos isolados, sem compreender o sentido mais amplo de suas narrativas, fatos, fenômenos em suas multiplas dimensões e implicações.
Portanto devemos entender que se trata de uma "escatologia inaugurada" estabelece uma tensão "entre o já e o ainda não" da salvação, o já (2Co 6.2) e o ainda não (Rm 8,24). Não é errado afirmar que o Reino de Deus já veio ou ainda está por vir. Já chegou (Lc 11,20) venha o teu Reino (Mt 6.10).
Quando falamos da 2ª vinda dizemos de sua vinda novamente vizivel vista em verdade a transformação dos vivos e a ressurreição dos mortos. Quando será a proxima vinda eu não sei mas ela se torna um desafio, para não ser uma distração que nos impeça de buscar uma relação com Cristo aqui e agora. Negar a vinda de Cristo no fim da história é negar a verdade e não aceitar o desafio, esvaziando a fé crstã de uma utopia do Reino Eterno de Deus negando a promessa de um novo céu e uma nova terra, negando a esperança de um mundo melhor.

Autor: Israel Alcantara da ROcha

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A vida é um Dilema!


"Tudo tem seu tempo determinado e há tempo para tudo debaixo do Sol...(Ecl.3)"

Como dizia o poeta morto Cazuza "O tempo não Para!" Existe um curso natural para as coisas nascemos morremos, plantamos colhemos, vivemos sempre ou muitas vezes escravos deste que chamamos de tempo (kronus) pois o um ano possui 365 dias 12 meses, o mês que possui 30 dias, e o dias que possui 24 horas, e a hora que por sua vez tem 60 minutos, e o minuto que contém 60 segundos... ufa! e a cada palavra que esccrevo vou ficando mais velho, experiente, sábio e etc. Bom era para ser assim!?

Que proveito tem o homem e ganhar sua vida e perder o seu tempo??
Que proveito existe em administrar suas finanças e esquecer que você precisa viver??

Nós seres humanos estamos sempre em busca de resultados e essa é a nossa ecônomia (eco-nomos = lei da casa) será que temos cuidado bem da nossa casa (vida)? Porém a econômia Divina
e diferente da nossa ela não nos garante resultados e sim vitalidade!
Deus colocou a eternidade em nós para que possamos viver nosso tempo com sabedoria (Kairós) para que possamos ser renovados dia após dia como diz em "lamentações 3.21-24". Assim podemos apreder a resolver qualquer enigma e transformar o dilema da vida em vitalidade de vida!

Autor: Israel Alcantara da ROcha

sábado, 25 de abril de 2009

A oração de um/a pastor/a


Deus faze de mim a voz, não a Palavra,
o papel, não o texto, o pavio, não o lume,
a seta, não o caminho, a bica, não a água nem a fonte,
o chaveiro, não a chave e a vela não o vento.

Deus, desejo ser devedor/a, não credor/a da tua graça!
Agente do teu perdão;
Portador/a, não proprietário/a de tua verdade;
Instrumento da tua paz, canal e não barragem do teu amor

Fala-me óh Deus, o que tu qeres que eu vejo, e não o que eu quero ver,
envia-me aonde queres que eu vá, não aonde eu quero ficar,
para que eu tenha fé, não uma crença mediocre; ânimo e não um falso entusiasmo,
alegria, perseverança paciência ao invés de conformação! Amém.

Adaptação: Israel Alcantara da ROcha

sábado, 31 de janeiro de 2009

Aprendendo a contar os nossos dias

por Ariovaldo Ramos
Há alguns dias estive no aniversário de um grande amigo e ponderei sobre a sábia e enigmática frase de Moisés: "Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio." (Sl 90.12). Parece que esse conselho, do grande libertador, sempre nos vem à mente nessas ocasiões. Porém, apesar da beleza da fala do homem de Deus, permanece o desafio do tipo "decifra-me ou o devorarei": o que significa contar os dias da maneira proposta?
Não sei se alguém tem a resposta, mas eu gostaria de propor uma.
Jesus Cristo, certa feita, disse: - "E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos." (Lc 16.9). Na ocasião, ele estava respondendo ao ataque de alguns fariseus, que estranhavam o fato de Jesus estar recebendo publicanos e pecadores. Por uma questão de justiça para com os fariseus é preciso que se diga que, em princípio, eles tinham razão: publicanos e pecadores não eram simples almas perdidas; eram membros do povo de Israel que traíram ao seu Deus e ao seu povo! Não tivessem os romanos privado os judeus de aplicarem a justiça, tais pessoas teriam sido apedrejadas. Para dar essa resposta, o Senhor lançou mão de quatro parábolas: a ovelha perdida, a dracma perdida, o filho perdido e o administrador infiel.
Na primeira, fala de um pastor que abandona, no campo, 99 ovelhas e vai atrás da que se perdeu. Uma loucura! Deixar seu aprisco à deriva de ladrões e animais selváticos e, mais, quando volta, vai festejar o achado. E as demais ovelhas? Uma loucura! Com essa parábola Jesus parece confirmar que ao receber publicanos e pecadores estava, aparentemente, fazendo uma loucura, mas Ele viera para isso mesmo: cometer uma ´loucura´ pela salvação dos homens.
Na segunda parábola Jesus explica o porquê da disposição à loucura, o valor do homem: embora para os fariseus o publicano e o pecador valor nenhum tivessem, Jesus os via de modo diferente. E como a senhora que, perdendo uma dracma, cerca de R$ 0,30, desarruma tudo concedendo a moeda um valor que de fato não possuía, assim, também, para Jesus o ser humano mais pecador é tão valioso que vale a pena desarrumar tudo para achar um, como fez a mulher que perdeu a dracma.
Na terceira parábola o Senhor, num primeiro momento, concorda com os fariseus, os publicanos e os pecadores são os filhos que, como o filho pródigo, por vontade própria, se apartaram do Pai amoroso. Porém os fariseus, representados pelo irmão mais velho, não conseguiram se sintonizar com o coração do Pai vez que, confiados em seus pretensos méritos próprios acabaram por desenvolver um senso de justiça própria, que os tornou incompassivos e judiciosos.
Por fim, por meio da parábola do administrador infiel Jesus acusa os fariseus de estarem mal administrando fortuna alheia, tanto a vida quanto o conhecimento lhes foi legado e este saber deveria ter-lhes desenvolvido o senso da impossibilidade, ou seja, a consciência de que, jamais, por si mesmos, conseguiriam viver segundo tão elevado padrão e que, o melhor que poderiam fazer era, a partir do que sabiam, diminuir a distância entre os pecadores e Deus pela compreensão, pelo amor, pela bondade, pelo ensino, fazendo amigos a partir de riqueza alheia, pois tanto a vida como a revelação pertencem a Deus. "Para que, quando aquelas (a vida e a sabedoria) vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculos eternos." (Lc 16.9).
Ao recomendar aos mestres da lei que usassem a vida e o conhecimento para fazer amigos para a eternidade, o Senhor respondeu nossa pergunta: - Como viver de modo a alcançar coração sábio? E a resposta de Jesus é: - Vivendo para fazer amigos, pessoas de quem nos aproximamos para aproximá-las de Deus e, para dEle, por elas, sermos aproximados.
Por quê?
Porque como disse o psicólogo suiço Hans Burky:- "O Reino de Deus é um reino de amigos." Porque amigo é esteio nas horas difíceis: "Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão." (Pv 17.17). Porque amigo é fonte de amadurecimento: "Como o ferro com o ferro se afia, assim o homem, ao seu amigo." (Pv 27.17). Porque amigos são para sempre. Embora, na ressurreição, nem nos casaremos, nem nos daremos em casamento; sendo, porém, como os anjos no céu (Mt 22.30), teremos amigos: aqueles amigos que nos receberão nos tabernáculos eternos! (Lc 16.9).

The God Delusion

Por Donald Miller

Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe - e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.


_____________________Donald Miller é autor de Fé em Deus e pé na tábua, e Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil

A parábola da bola

Os dez homens importantes sentados ao redor da bola discutiam acaloradamente:– A bola é grená, disse um.– Claro que não, a bola é bordô, retrucou outro em tom raivoso.Todos estavam fascinados pela beleza da bola e tentavam discernir a cor da bola. Cada um apresentava seu argumento tentando convencer os demais, acreditando que sabia qual era a cor da bola. A bola, no centro da sala, calada sob um raio de sol que entrava pela janela, enchia a sala de uma luminosidade agradável que deixava o ambiente ainda mais aconchegante, exceto para aqueles dez homens importantes, que se ocupavam em defender seus pontos de vista.– Você é cego?, ecoou pela sala gerando um silêncio que parecia ter sido combinado entre os outros nove homens importantes. Era até engraçado de observar a discussão – na verdade era trágico, mas parecia cômico. Todos os dez homens importantes usavam óculos escuros, cada um com uma lente diferente. Talvez por causa dos óculos pesados que usavam, um deles gritou “você é cego?”, pois pareciam mesmo cegos.Depois do susto, a discussão recomeçou. O sujeito que acreditava que a bola era cor de vinho debatia com o que enxergava a bola alaranjada, mas um não ouvia o que o outro dizia, pois cada um usava o tempo em que o outro estava falando para pensar em novos argumentos para justificar sua verdade. Aos poucos, a discussão deixou de ser a respeito da cor da bola, e passou a ser uma troca de opiniões e afirmações contundentes a respeito das supostas cores da bola. A partir de um determinado momento que ninguém saberia dizer ao certo quando, os dez homens tiraram os olhos da bola e passaram a refutar uns ao outros. Em vez de sugestões do tipo: – A bola é vermelha, todos se precipitavam em listar razões porque a bola não era grená, nem cor de vinho, nem mesmo alaranjada.De repente, alguém gritou: – Ei pessoal, onde está a bola? Todos pararam de falar – estavam todos falando ao mesmo tempo, e foi então que perceberam um alarido parecido com aquelas gargalhadas gostosas que as crianças dão quando sentem cócegas. Correram para a janela e viram uma criançada brincando com a bola, que parecia feliz sendo jogada de mão em mão. Ficaram enfurecidos com tamanho desrespeito com a bola. Ficaram também muito contrariados com a bola, que parecia tão feliz, mas não tiveram coragem de admitir, afinal, a bola, era a bola.Lá fora, sem dar a mínima para os dez homens importantes, estavam as crianças brincando e se divertindo a valer com a bola que os dez homens importantes pensavam que era deles. E nenhuma das crianças sabia qual era a cor da bola.
publicado por Ed René Kivitz

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Qual é a verdadeira RELIGIÃO!!

Leonardo Boff explica:
'No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos,
na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também
com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- 'Santidade, qual é a melhor religião?‘

Esperava que ele dissesse:
'É o budismo tibetano' ou ‘
São as religiões orientais, muito mais
do que o cristianismo.'

O Dalai Lama fez uma pequena
pausa, deu um sorriso, me olhou
bem nos olhos - o que me
desconcertou um pouco,
por que eu sabia da malícia
contida na pergunta - e afirmou:

'A melhor religião é a que mais
te aproxima de Deus.
É aquela que te faz melhor.'

Para sair da perplexidade diante
de tão sábia resposta, voltei a perguntar:
- 'O que me faz melhor?'

Respondeu ele:
'Aquilo que te faz mais compassivo
(e aí senti a ressonância tibetana, budista,
taoísta de sua resposta),

aquilo que te faz mais sensível,
mais desapegado, mais amoroso,
mais humanitário, mais responsável...

A religião que conseguir fazer isso de ti
é a melhor religião...'
(dialógo estraido do teólogo Boff e Dalai Lama)

Talvez você me pergunte, ainda não entendi qual é a verdadeira religião? E eu te respondo:
- " A religião que Deus nosso Pai, aceita como pura e imaculada é esta: cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades e não se deixar corromper pelo mundo [NVI]"(Tg 1.27).
Sabemos que Jesus Cristo não veio instituir uma religião, porém os exemplos que Ele nos deixou faz de nós cristãos! E hoje muitas pessoas querem o nosso Cristo, mas não querem o nosso cristianismo, pois muitos cristãos valorizam mais as intituições religiosas costruidas por homens e mulheres cheios de pré-conceitos e conceitos do que os exemplos de Cristo.
Talvez você deva estar perguntando não devo ir mais a minha religião ou a minha igreja? Eu te respondo aonde Cristo está ali você deve estar também!
"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."(Mt.18-20)


Autor: Israel Alcantara da ROcha